Austeridade mudou hábitos da população

Um mês de medidas de austeridade já mudaram hábitos da população.

Um aumento dos impostos sobre o consumo e os combustíveis representaram este mês o primeiro impacto do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro acordado entre os Governos central e regional, depois do desvio das contas públicas da região.

O pedido de resgate foi apresentado pelo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, ao Governo nacional, depois de ter sido apurada uma dívida pública na ordem dos seis mil milhões de euros, e determina, entre outros aspetos, um agravamento da carga fiscal que se repercute nos vários sectores de atividade da região.

O aumento da taxa do IVA e o acréscimo de 15% no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (IPSS), como contrapartida pelo não pagamento de portagens, são as principais medidas que obrigaram os residentes neste arquipélago a alterar alguns dos seus hábitos de vida.

O denominado 'plano de resgate' estipula, no caso do IVA, a equiparação das taxas aos valores praticados no continente, ficando apenas a um ponto percentual das taxas em vigor no território continental, pelo que a normal passou para 22%, a intermédia em 12% e a mínima em 5%.

Apesar de ser ainda cedo para apresentarem números concretos, responsáveis de vários setores admitem que está a ter repercussões negativas na vida económica dos madeirenses, sendo este o caso dos proprietários dos restaurantes que não escondem a sua apreensão por verem menos clientes entrarem todos os dias pelas portas dos estabelecimentos.

No caso dos supermercados, apesar dos responsáveis que preferem não avançar com dados, em alguns pontos é notória redução no número de clientes. Por outro lado, é visível a redução do trânsito e a Associação Comercial e Industrial do Funchal estima uma redução de 7,2% no número de carros a circular.

Preocupados estão também os vendedores de automóveis, que falam de quebras nas vendas, num "ano catastrófico e futuro negro" e apontam que muitas pessoas estão a mudar a forma de transporte, alguns trocando até o carro pelos velocípedes.

A emigração que em tempos foi a escolha de muitos madeirenses no passado mas a situação atual parece inverter a tendência de redução dos novos emigrantes. Segundo o Centro das Comunidades, tem existido um aumento de pedidos de informação.

Outro sinal evidente da alteração dos hábitos dos madeirenses é a própria paisagem, caso dos muitos terrenos ao redor da ilha que antes estavam abandonados e agora estão revolvidos, o que evidencia um possível regresso à agricultura.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 23:02 | comentar | favorito
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