Luz com novas subidas

Seca, subida do crude e custos políticos pressionam subida.

As tarifas da luz não escaparão, a partir do próximo ano, à tendência altista que têm sofrido nos últimos anos. São vários os factores que ditam este cenário pessimista. Com a extinção dos preços, até agora fixados pelo regulador, as famílias passarão a sentir de uma forma mais directa as oscilações do mercado, à semelhança do que acontece com os combustíveis. O Governo espera que, com o aparecimento de novos comercializadores, os preços se tornem mais competitivos. No entanto, há algo que o Executivo não vai controlar: os preços das matérias-primas no mercado internacional ou a meteorologia. O ano em curso traduz-se por uma seca excessiva que obrigou a um maior recurso a centrais a gás natural e a carvão, em detrimento das barragens, cuja produção é mais barata. Fontes no sector defendem que os encargos com os combustíveis fósseis rondam já os 200 a 250 milhões de euros. A isto soma-se a queda do consumo e a necessidade de partilhar custos do sistema eléctrico por menos clientes.

A este bolo somam-se os custos políticos que deveriam das políticas energéticas dos últimos anos e que a ‘troika' quer ver atenuados. Um processo que envolve não só as energias renováveis, como as chamadas rendas excessivas e que tarda em ser aplicado. Mas a ‘troika' está a dar espaço ao Governo para encontrar uma solução para as rendas excessivas, apurou o Diário Económico, e aceita a decisão do Executivo de se recusar a resolver o problema através de alterações unilaterais aos contratos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:27 | comentar | favorito