Preço da electricidade pode aumentar já em Julho

O presidente da ERSE admite "um ajustamento das tarifas" para os pequenos consumidores empresariais.

O presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) admitiu ontem à noite, no Porto, que "pode haver", no segundo semestre deste ano, "um ajustamento das tarifas" para os pequenos consumidores empresariais.

Tudo dependerá de "uma avaliação do comportamento dos custos, nomeadamente dos da energia",que será feira "a partir do próximo dia 1 de Julho", explicou Vitor Santos. O presidente da ERSE foi o orador convidado de uma sessão do ciclo "Conferências do Palácio", que têm como palco o Palácio da Bolsa e como tema genérico "A economia portuguesa vista pelos reguladores".

Vítor Santos explicou que esse possível ajustamento será apenas destinado aos consumidores empresariais de eletricidade, em baixa tensão, e de gás natural, em baixa pressão. "Para o setor doméstico isso não vai acontecer", referiu.

Vítor Santos lembrou que "o processo de liberalização tem datas distintas" para o segmento empresarial, de pequenos negócios, e para o sector doméstico. Para este sector, "o processo só se inicia a partir de 01 de Janeiro de 2013".

"No caso do gás natural, estamos a falar de padarias, restaurantes" e outros negócios similares, "e no caso do setor eléctrico, estamos a falar basicamente dos serviços", detalhou.

A indústria fica fora desse eventual ajustamento, porque aí a liberalização já existe "há muito tempo", disse, acrescentando que para o sector doméstico, as novas tarifas apenas serão aplicadas a partir de 1 de Janeiro.

Com a liberalização em 2015, as tarifas para os consumidores domésticos serão fixadas pelos "comercializadores do mercado". Vítor Santos acredita que, "provavelmente, as coisas não mudar assim tanto" para esses consumidores.

É sua convicção, aliás, "não por ser uma questão de fé, que do processo de liberalização resultarão efeitos duplamente positivos para os consumidores", por via de uma "maior moderação no crescimento dos preços e na evolução positiva da qualidade do serviço".

"É isso que normalmente acontece quando se passa de uma situação de preços regulados para uma situação em que o mercadO funciona", argumentou. Vítor Santos lembrou, a propósito, que a liberalização no sector elétrico e no do gás natural, para a indústria, "correu bem"
Segundo disse, "52,5% do consumo no sector elétrico e 90% no do gás natural já é feito no mercado liberalizado", o que quer dizer que "grande parte dos consumidores industriais já está a ser fornecida por operadores que estão no mercado.

Questionado sobre se a eletricidade é cara em Portugal, Vítor Santos respondeu: "estamos mais ou menos a meio do pelotão" europeu nos preços cobrados aos consumidores domésticos, talvez um bocadinho mais para cima". "No sector industrial nem tanto, porque o efeito do aumento do IVA é 
neutro e temos condições competitivas" no que toca à eletricidade, considerou o presidente da ERSE.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:44 | comentar | favorito