Makro admite despedimento coletivo

A Makro está a estudar as candidaturas feitas pelos trabalhadores para a rescisão de contrato por mútuo acordo, admitindo a possibilidade de despedimento coletivo. 

«Essa foi realmente uma proposta que nos propuseram e é um cenário que está a ser analisado», disse esta terça-feira àAgência Financeira o diretor de comunicação da Makro. 

No entanto, trata-se apenas de uma hipótese, não estando nada decidido, como acrescentou António Pinheiro, em reação à notícia avançada pelo «Diário Económico».

Para já, estão a ser analisadas «soluções alternativas para que as pessoas não fiquem prejudicadas», uma vez que «alguns trabalhadores, por uma questão de quotas, não terão direito ao subsídio de desemprego, num caso de rescisão por mútuo acordo. Uma situação que poderia ser contornada com despedimento coletivo», como explicou António Pinheiro à AF.

Neste momento, empresa e trabalhadores estão em «conversas individuais» sobre o processo de despedimento voluntário, iniciado há cerca de um mês. 

Uma decisão final só será tomada «no final da próxima semana, início da outra», adiantou o diretor de comunicação da Makro.

Sem querer adiantar valores, António Pinheiro garantiu que «o número de propostas para rescindir contrato já superou as expectativas da empresa» e, por isso, admite: «É provável que tenhamos de recusar algumas propostas». 

A Makro anunciou, há cerca de um mês, a intenção de despedir alguns funcionários devido ao cenário de crise, «onde a empresa necessita de manter a competitividade», ao mesmo tempo que, graças aos ganhos de eficiência, «é possível prestar os mesmo serviços com menos pessoas», como explicou o responsável de comunicação.

No entanto, António Pinheiro garantiu que a Makro não pretende fechar as suas lojas: «Até agora, essa situação não foi colocada em cima da mesa. Queremos assegurar todos os serviços». 

Há cerca de três anos, a Makro efetuou um processo de despedimento coletivo. No começo de março, a Makro informou por escrito os seus 1.500 trabalhadores em Portugal de que poderiam optar pela rescisão de contrato ou, caso trabalhem em lojas, escolher reduzir o horário, havendo um período de reflexão até ao final de março, na sequência do qual vai ser feita uma avaliação pela administração de que processos vão ser aceites.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:05 | comentar | favorito