Medicamentos ficam mais baratos a partir de hoje

Os remédios de marca ficam mais baratos já a partir de domingo. Em Maio será a vez dos genéricos descerem de preço.

Os medicamentos vão descer de preço a partir de hoje. Os remédios de marca devem ficar, em média, cerca de 4% mais baratos, apurou o Diário Económico. E no próximo mês de pois, a 1 de Maio, será a vez dos genéricos. Neste caso, a descida de preços deverá ser bem mais significativa podendo chegar, em média, aos 20%.

Esta descida acontece devido à revisão anual dos preços de referência, que obriga a que sejam alinhados em Portugal com a média de quatro países (até aqui Espanha, França, Itália e Grécia). Mas o memorando da ‘troika' obrigou a rever o sistema de referenciação e, este ano, a comparação será feita com Espanha, Itália e a Eslovénia.

O Diário Económico sabe que a expectativa do Governo era chegar a uma redução média do preço dos remédios de pelo menos 6%. E apesar do valor final ainda não estar apurado, será difícil chegar a essa meta, disse ao Diário Económico uma fonte próxima do processo.

No ano passado, as contas do Executivo apontavam para uma redução média dos preços dos medicamentos na ordem dos 5%. Mas o Ministério da Saúde, na altura tutelado por Ana Jorge, acabou por suspender a revisão anual dos preços em troca de um acordo com a indústria farmacêutica.

O actual ministro, Paulo Macedo, quer agora recuperar o protocolo. Tal como o Diário Económico noticiou, o Ministério da Saúde está a negociar com a Apifarma - que representa as empresas da indústria farmacêutica - para conseguir um novo acordo de redução da despesa com medicamentos, comprometendo os laboratórios com uma poupança que pode ir até 350 milhões de euros, em 2012. Mas, desta vez, a suspensão da revisão anual dos preços não terá sido apresentada por Paulo Macedo como contrapartida, garantiu ao Diário Económico fonte próxima do Executivo.

Na quinta-feira passada, seguiu nova contraproposta do Ministério da Saúde para a Apifarma. Paulo Macedo poderá ter cedido nas contrapartidas a oferecer aos laboratórios, mas não abriu mão dos valores da poupança, revelou a mesma fonte próxima das negociações. Do lado da indústria, a decisão parece não ser consensual. É que a Apifarma representa grandes multinacionais farmacêuticas, mas também pequenas e médias empresas portuguesas que têm condições diferentes no sector. Uma coisa é certa: caso as negociações não cheguem a bom porto, o Governo vai avançar com "medidas alternativas", que podem passar por novas baixas administrativas de preços.

Tanto a Apifarma como o Ministério da Saúde escusaram-se a fazer qualquer comentário enquanto decorrerem as negociações.

Despesa nos hospitais preocupa tutela
O Governo está empenhado em fazer baixar os encargos do Estado com os remédios. E a ‘troika' assim o exige: o memorando de entendimento impõe uma meta de despesa pública com medicamentos de 1,25% do PIB (ou seja, 2.125 milhões de euros), no final deste ano. Em 2011, a despesa total (ambulatório e hospitalar) chegou aos 2.238 milhões, um valor que peca por defeito, porque, no caso dos hospitais, os valores apurados não contemplam Dezembro, nem todas as unidades hospitalares.

O acordo assinado em 2011 por Ana Jorge tinha na mira conter a despesa no ambulatório (farmácias), com resultados que foram visíveis. Mas a pressão está agora no meio hospitalar. É que "nos hospitais não tem havido uma redução de despesa como seria desejável", explica a mesma fonte.

E se os encargos com medicamentos vendidos nas farmácias desceram cerca de 19%, em 2011, nos hospitais a tendência é inversa, com a despesa a crescer 2,4%, no ano passado. Por isso, a proposta que Paulo Macedo enviou à Apifarma poderá agora incidir mais sobre poupanças em meio hospitalar.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 18:15 | comentar | favorito
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