Crise: empresas caem na teia do dinheiro sujo

A crise tem feito as empresas caírem na teia do dinheiro sujo. E o problema veio para ficar, podendo até agravar-se. O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2011 alerta para isso mesmo.

«As dificuldades no acesso ao crédito e a falta de liquidez, sentidas em diversos setores de atividade, promovem uma maior abertura dos agentes económicos nacionais, face a investimentos com origem potencialmente ilícita», segundo o RASI, citado pelo «Jornal de Notícias».

Embora a criminalidade geral tenha baixado 2%, segundo o mesmo relatório, «são particularmente relevantes quer o potencial agravamento de uma situação financeira dos agentes económicos nacionais, já de si debilitada, expostos agora a práticas de cariz fraudulento, quer o incremento do risco de incorporação na economia nacionais de fundos provenientes de atividades de estruturas criminosas transnacionais». 

As áreas que suscitam maior preocupação 

As fragilidades decorrentes da conjuntura de crise vivida em Portugal também já «potenciaram, em 2011, a exploração ilícita de alguns setores de atividade». O relatório cita alguma áreas: consultoria financeira, concessão de crédito, insolvência e a recuperação de empresas ou o comércio de ouro e metais preciosos, entre outros.

E avisa que o aumento dos impostos poderá «potenciar o crescimento da economia paralela»; leia-se, a fraude e evasão fiscal.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

publicado por adm às 17:36 | comentar | favorito
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