Portugal vai inaugurar 20 novos hotéis este ano

O peso do turismo de negócios chega aos 40% em algumas unidades hoteleiras do país.

Portugal vai ter 20 novos hotéis em 2012. A revelação é feita pela presidente da direcção executiva da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, que adiantou ainda estarem previstas 13 remodelações.

Parte deste investimento tem a ambição de tornar a oferta hoteleira mais atraente para os turistas de negócios, um segmento cada vez mais importante para os hoteís e que chega a representar mais de 40% da facturação em algumas unidades hoteleiras, sendo em Lisboa onde o peso é geralmente maior, representando "15% da facturação dos hotéis", destacou.

Mas cada caso é um caso. Nos hotéis do grupo Vila Galé Porto, Coimbra, Ópera (Lisboa), Estoril, Cascais e Ericeira, o peso chega aos 40%", informou o director de marketing e vendas do grupo, Gonçalo Rebelo de Almeida, revelando que, no total do grupo, em média, o segmento representa 15% do volume de negócios. Para 2012, o grupo Vila Galé aposta numa "mudança de imagem e comunicação".

Já o grupo Dom Pedro Hotels, que direcciona para este segmento mais de 50% do orçamento de marketing, criou "produtos ‘chave-na- -mão' para as empresas, por permitirem um maior controlo orçamental sobre os custos dos eventos", disse Pedro Ribeiro, director de marketing e vendas do grupo, que "registou uma redução deste segmento em todas as unidades, em 2011". No grupo, "no Algarve o peso do segmento ronda os 10%, na Madeira é bastante reduzido e em Lisboa atinge os 30% do volume de negócios", informou. Já no grupo Altis Hotels, o peso do segmento é de 20%, representando "cerca de 2,5 milhões de euros", afirmou o director-geral de Operações do grupo, onde o segmento cresceu 60% em 2011, em relação a 2010. O grupo Altis investiu o ano passado 150 mil euros nesta área de negócios e faz "uma forte aposta na equipa de vendas e na presença em feiras de turismo internacionais", para promover esta actividade, para o qual antevê um crescimento de 3%.

Também o grupo Pestana Hotels & Resorts prevê uma crescente importância deste segmento, estando "a definir estratégias para os principais mercados emissores: Alemanhã e Brasil, actuando no terreno com acções específicas", disse a directora de vendas, Lúcia Galo. Nos hotéis, o peso do segmento aumentou em 2011, sendo de 12,2%, face a 11,5% em 2010. Nas Pousadas, o peso foi de 12,7% face a 13% do ano anterior, o que perfaz uma média de 12% de peso na facturação total.

No grupo Onyria, o turismo de negócios representou 45% das vendas do Resort na Quinta da Marinha, sendo de destacar o contributo do novo Boutique Hotel, Onyria Marinha Edition Hotel & Thalasso, para o crescimento de 75% no volume de negócio do grupo, que "investe anualmente neste segmento cerca de 200 mil euros, estando apostado em captar negócio no Leste Europeu", revela João Pinto Coelho, director comercial do Grupo.

No grupo Sheraton, os hotéis de Lisboa e Porto são os mais representativos no turismo de negocios, "cujo peso na facturação foi de 20/25% em 2011, um aumento relativamente a 2010", disse António Pereira, director-geral dos Sheraton Lisboa e Porto. O grupo contempla no seu plano estratégico "um investimento substancial em acções comerciais e de marketing para promover este segmento", diz.

Crise leva a novas tendências
A menor disponibilidade financeira das empresas, levou a novas tendências. Gonçalo Rebelo de Almeida, informa que a crise tem levado a "orçamentos mais reduzidos, solicitações muito perto da data e um aumento dos requisitos tecnológicos". João Pinto Coelho destaca "um aumento de pedidos de última hora, e o crescimento dos eventos team buildings". nos hoteís do Grupo Onyria. Pedro Ribeiro enumera "as reservas em cima da hora, um controlo elevado sobre os custos e procura de destinos mais proximos". Francisco Moser frisa "a procura do máximo conforto e eficiência dos serviços com acesso aos meios tecnológicos mais avançados". Já António Pereira, diz notar "a necessidade de uma crescente aposta num serviço diferenciado e personalizado", a par de reservas de última hora, mas também, "a utilização massiva da Internet, a importância crescente das redes sociais e a utilização de novas ferramentas de marketing online". daí que o Grupo aposte na diferenciação de serviços, em pacotes à medida e nas novas tecnologias.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 23:04 | comentar | favorito
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