Exportações: crise faz disparar exportação de ouro

Em 2011, as exportações do ouro em bruto aumentaram 140% como revelam os dados do Instituto Nacional de Estatítica (INE). Destes números estão excluídas as vendas de jóias ou outras peças valiosas deste metal, bem como o ouro vendido para fins monetários. Como acontece, por exemplo, quando o Banco de Portugal troca as suas reservas deste metal precioso por outro tipo de activos.

No ano passado, os portugueses venderam cerca de 519 milhões de euros de ouro em bruto, semifaturado ou em pó. Este valor corresponde a uma exportação de 13,7 toneladas de ouro, um valor recorde desde o ano 2000.

A maior parte do ouro exportado o ano passado foi em primeiro lugar para a Bélgica, seguindo-se a Espanha, Itália, Alemanha, França, Suíça, Reino Unido, Cabo Verde, Luxemburgo e Angola.

Dado que Portugal não é um país produtor do metal precioso, tudo indica que a forte subida das vendas esteja a ser impulsionada pela crise, supõe-se que através das lojas de compra e venda de ouro que proliferam pelo país. «Sou tentado a associar o aumento das exportações de ouro à crise económica e às casas de penhores de compra de ouro», disse ao «Diário Económico» o professor da Faculdade de Economia do Porto, João Loureiro, ressalvando que esta poderá não ser a única explicação.

«Muitas das famílias sobreendividadas já recorreram a esse negócio da venda do ouro (...). As pessoas vendem por valores muito mais baixos do que sentem que é o valor justo» acrescenta Graça Cabral, da DECO, argumentando que o ouro é vendido como mercadoria e não pelo seu valor acrescentado.

No sentido inverso, a percentagem das importações deste metal precioso teve uma forte descida em relação aos anos anteriores. Em 2011, o nosso país comprou 1,9 milhões de toneladas de ouro em bruto, o que equivale a cerca de 63 milhões de euros.

Neste sentido, conclui-se que Portugal foi um exportador líquido de ouro, tendo registado um saldo positivo nesta mercadoria de 456 milhões de euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 21:50 | comentar | favorito
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