Custos extra da electricidade oscilam entre 25% e 40%

A variação depende de quem faz as contas. Apenas as parcelas incluídas não parecem suscitar dúvidas.

O peso dos custos políticos na factura da electricidade não é consensual. A DECO, associação de defesa dos consumidores, fala sistematicamente em mais de 40% e entregou recentemente uma petição no Parlamento, com 170 mil assinaturas, para que estes sejam reduzidos em 30%, já na conta da luz de 2013. Este número representa quase o dobro do valor apontado pela APREN, entidade que reúne as principais empresas que operam no sector das renováveis.

Em declarações ao Diário Económico, o presidente da APREN, António Sá da Costa explica que a equação é fácil de fazer e está validada pela metodologia indicada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. A simulação feita, a partir de uma factura mensal de electricidade de um consumidor doméstico simples, com potência contratada de 6,9 kVA, em 2012, no valor de 41 euros (sem IVA), indica que os custos de interesse económico e geral representam 25%. Ou seja, 9,61 euros, dos quais 1,48 euros são relativos à produção de electricidade renovável (eólicas, hídricas, biogás, biomassa, fotovoltaica, energia das ondas, microgeração cogeração de origem renovável e resíduos sólidos urbanos). De fora desta parcela fica a cogeração não renovável, usada sobretudo nas fábricas, a qual custa 0,76 euros.

Quando se passa para a produção convencional, onde se inserem as centrais da EDP e da Endesa através dos contratos de aquisição de energia, custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC) e garantia de potência, os encargos totalizam 2,77 euros, refere Sá da Costa.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:26 | comentar | favorito