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03
Mar12

Dadores de sangue querem isenção das taxas moderadoras discutida na AR

adm

As associações de dadores de sangue decidiram, este sábado, pedir uma audição à comissão parlamentar de saúde para insistir na discussão parlamentar da petição que exige a isenção das taxas moderadoras para os dadores.

Mais de uma dezena de associações de dadores de sangue estiveram reunidos durante toda a manhã na Carapinheira para discutir a falta de sangue nos hospitais e a decisão governamental de acabar com o direito de os dadores estarem isentos das taxas moderadoras, contou à Lusa Alberto Mota, presidente da Direcção da Associação de Dadores de Sangue de Guimarães.

Alberto Mota considera que a redução de sangue disponível nos hospitais está diretamente ligada com o fim da isenção das taxas: "há uma percentagem muito grande de pessoas que se sentiu prejudicada. A isenção não era um pagamento mas era certamente um incentivo ao dador de sangue", disse à Lusa.

As associações decidiram por isso insistir para serem "recebidas rapidamente pela comissão de saúde", onde pretendem fazer pressão para que a proposta entregue a 18 de janeiro seja debatida no parlamento.

"Entregámos uma petição com 6.200 assinaturas a defender a abolição das taxas moderadoras e queremos que o tema seja discutido", contou Alberto Mota, acrescentando que vão ainda fazer contactos no sentido de também serem recebidos pelo Ministério da Saúde.

Preocupado com a diminuição brutal de colheitas no início do ano e com a "falta de sangue que ainda se verifica nos hospitais", Alberto Mota lembrou o caso dos dadores que terão enviado para o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) cartões de dador destruídos.

A defesa da isenção do pagamento de taxas moderadoras nos hospitais, levou à presença de várias associações na reunião, como a de Guimarães, Felgueiras, Viana do castelo, Maia, Gondomar, Marinha Grande, Montemor-o-Velho e Aveiro.

"Há que lutar pela reposição dos modelos de isenção das taxas moderadoras, como incentivo para a dádiva e não como uma contrapartida monetária", defendeu Alberto Mota.

fonte:http://www.jn.pt/


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