Portugal exportou 13 toneladas de ouro em segunda mão

Portugal exportou 13 toneladas de ouro adquiridas pelas lojas de compra e venda deste metal em segunda mão em 2010.

"Em 2010, exportaram-se 13 toneladas de ouro compradas por essas casas [de compra de ouro usado]. Eram investimentos de famílias mais débeis", disse hoje o presidente da Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal, Manuel Alcino, que hoje foi ouvido pelo grupo de trabalho sobre compra e venda de ouro, que funciona na Assembleia da República.

Manuel Alcino disse não ter dados sobre a quantidade de ouro exportada no ano passado, mas adiantou que em 2010 existiam em Portugal quatro mil lojas deste ramo, um número que aumentou para cinco mil em 2011.

Além da Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal, foram também ouvidas hoje pelo grupo de trabalho responsáveis da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, das associações de Comerciantes de Ourivesaria e Relojoaria do Sul, de Comerciantes do Porto e Portuguesa de Joalharia Contemporânea.

Os responsáveis de todas as entidades ouvidas pelos deputados defenderam a necessidade de regular a actividade da compra e venda de ouro em segunda mão, afirmando que a mesma carece de legislação adequada.

Paulo Martinho, da Associação de Comerciantes de Ourivesaria e Relojoaria do Sul, afirmou que nas lojas de compra e venda em segunda mão o ouro é adquirido a "valores muito inferiores ao valor de mercado" e não é feita qualquer avaliação por um técnico.

A Associação de Comerciantes de Ourivesaria e Relojoaria do Sul defendeu que os cálculos do valor de compra de ouro têm de ter em atenção a cotação diária, "para que não haja situações de aproveitamento".

Já o presidente da Associação dos Comerciantes do Porto, Nuno 
Camilo, afirmou que as coimas previstas para esta actividade, que vão dos 250 euros aos 2.500 euros, "são um convite ao incumprimento", acrescentando existir uma "incapacidade muito grande de meios para poderem fiscalizar".

A legislação que regulamenta a actividade tem mais de 30 anos e não prevê que seja dada uma autorização específica para o comércio de compra e venda de ouro usado, apenas sujeitando a licenciamento quem comercialize estes produtos, independentemente de serem novos ou usados.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 22:18 | comentar | favorito
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