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Dez 14
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SAIBA O QUE VAI MEXER NO SEU BOLSO NO PRÓXIMO ANO

Há muitos fatores externos aos seus rendimentos que influenciam a saúde das suas finanças pessoais e que quase todos os anos sofrem alterações. Saiba então o que vai mudar em 2015 e que pode influenciar a sua carteira.

1.      Fiscalidade verde aumenta preço dos combustíveis

A reta final de 2014 tem sido pautada pela queda dos preços da gasolina e do gasóleo, devido à descida do preço do petróleo nos mercados internacionais. No entanto, a partir de janeiro, o custo dos combustíveis deverá aumentar alguns cêntimos por via das medidas do Orçamento do Estado e da Reforma da Fiscalidade Verde. Recorde-se que a contribuição do serviço rodoviário, que incide sobre os combustíveis, vai aumentar. Por outro lado, será criada uma taxa de carbono que será cobrada como um adicional sobre o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Leia também o artigo “Fiscalidade Verde: O que vai aumentar no próximo ano?”

2.      Novas regras no IRS

2015 vai ser um ano de reviravolta para o IRS. As alterações no Código do IRS contemplam algumas mudanças, sendo que uma das mais relevantes é a introdução do quociente familiar em que cada dependente vale 0,3. Isto significa que as famílias com filhos pagarão menos IRS. A reforma do IRS prevê ainda que a tributação separada do casal seja a regra, embora se salvaguarde a opção pela tributação conjunta. Além disso, vai entrar em vigor uma nova categoria de deduções: As despesas gerais familiares. Estas deduções contemplam as despesas com aquisição de bens e serviços, como contas de supermercado, contas da luz ou água, entre outras. Já no que diz respeito às restantes categorias de deduções (Ex: saúde) elas mantêm-se mas com tetos superiores.

3.      IMI sofre aumento

Muitos proprietários de imóveis vão sofrer um aumento do Imposto Municipal Sobre os Imóveis (IMI), uma vez que já não haverá cláusula de salvaguarda em 2015 – que travava o aumento abrupto deste imposto depois da reavaliação de imóveis que aconteceu entre 2011 e 2012. No entanto, está previsto que mais famílias fiquem isentas deste imposto, uma vez que o limite máximo do rendimento bruto do agregado familiar passa para 2,3 vezes o valor anual do IAS (15.295 euros). Veja ainda o artigo “10 Dúvidas sobre o IMI”.

4.      Eletricidade: Como mudar de operador?

O Governo tinha definido o ano de 2015 como o último para os consumidores domésticos de eletricidade e gás natural mudarem para o mercado livre, no entanto esse prazo foi alargado. Segundo o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, esta decisão prendeu-se com o facto de ainda haver muitos clientes no mercado regulado. É, no entanto, importante referir que se mantiver no mercado regulado, o preço da eletricidade vai aumentar em média 3,3% para os consumidores domésticos, o que significa um aumento de 1,14 euros numa fatura média mensal de 35 euros, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Leia ainda o artigo: “Eletricidade: Guia para mudar para o mercado livre”.

 5.      Reformas antecipadas parcialmente descongeladas

São boas notícias para quem trabalha no setor privado e está a pensar em pedir a reforma antecipada. Em 2015, o Executivo vai descongelar parcialmente as reformas antecipadas no setor privado permitindo aos trabalhadores com mais de 60 anos e que tenham 40 anos de descontos possam passar à reforma antes da idade legal (66 anos). Recorde-se que desde abril de 2012 que as reformas antecipadas estão congeladas para os trabalhadores que descontam para a Segurança Social. Sendo que existem algumas exceções a esta regra, como é o caso dos desempregados de longa duração e dos trabalhadores com profissões consideradas de natureza penosa ou desgastante. Em 2016, o Governo prevê descongelar totalmente as reformas antecipadas. Para saber mais sobre este tema leia o artigo: “Reformas antecipadas em 2015: Quem pode pedir? E quais os cortes?”

6.      Preços que aumentam e outros que se mantêm…

Todos os anos, no início de janeiro, os preços de muitos bens e serviços são alvo de atualizações. Em 2015, há alguns produtos que vão ficar mais caros. É o caso do tabaco e das bebidas alcoólicas, por causa do agravamento da fiscalidade que incide sobre estes bens. Também os sacos de plástico vão ficar mais caros (10 cêntimos cada). Da mesma forma, os preços dos combustíveis deverão sofrer um aumento, assim como a fatura de eletricidade. No entanto, há uma boa notícia: muitos bens e serviços não deverão sofrer qualquer agravamento. Os preços dos passes e bilhetes nos transportes públicos, por exemplo, vão manter-se, assim como os preços das portagens. Também quem vive numa casa arrendada não deverá sentir oscilações nos valores da renda a pagar. Leia também o artigo: “Como organizar o orçamento quando está sem dinheiro”

7.      Novo regime de crédito habitação para pessoas com deficiência

Logo no início do ano vai entrar em vigor um novo regime de crédito bonificado à habitação para pessoas com deficiência. Entre as principais novidades está o facto de a contratação de um seguro de vida pelo mutuante deixar de ser obrigatória. Além disso, a legislação prevê ainda que os consumidores possam aceder a este regime num momento posterior ao da contratação de crédito, caso tenham adquirido entretanto uma deficiência com um grau de incapacidade total igual ou superior a 60%. O objetivo destas alterações é reforçar a proteção dos consumidores e clientes bancários e facilitar o acesso ao crédito bonificado por parte das pessoas com deficiência. Para saber mais detalhes sobre o que vai mudar leia o artigo “Crédito à habitação para pessoas com deficiência com novas regras” .

8.      Crédito ao consumo com novas regras

A partir de julho de 2015 os clientes bancários que tenham um crédito automóvel, um crédito pessoal ou um cartão de crédito vão passar a receber mais informações das instituições financeiras sobre a evolução dos seus créditos. Isto acontece porque o Banco de Portugal publicou um aviso que prevê que as instituições financeiras estejam obrigadas a prestar periodicamente um conjunto mínimo de informações detalhadas sobre os créditos pessoais dos seus clientes. Além disso, a informação terá de ser dada de forma harmonizada pelas várias instituições, para facilitar a comparação dos extratos e dos custos associados a um crédito ao consumo. Com estas novas regras o regulador quer reforçar os direitos dos clientes bancários e implementar no crédito ao consumo os mesmos deveres de informação que as instituições financeiras já têm de prestar em relação aos créditos à habitação e às contas de depósitos. Para saber mais informações sobre este tema leia o artigo: “Crédito ao consumo com novas regras”

fonte:http://lifestyle.sapo.pt/v

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Dez 14
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“Factura da Sorte” apanha 190 mil a fugir ao fisco

O sorteio “Factura da Sorte” já evitou 190 mil fugas ao fisco.

De acordo com o Ministério das Finanças, graças a este mecanismo de combate à evasão fiscal, foram detectados cerca de 190 mil processos de divergência. São casos em que as empresas deduziram mais IVA do que aquele que consta das facturas em que figuram como compradores, seja porque não enviaram todas as facturas ou porque as emitiram mas não entregaram a declaração periódica do IVA.

No total, este instrumento de combate à fraude já contribuiu para o Estado recuperar, em receita do imposto, 760 milhões de euros.

Entre Janeiro e Outubro, a quantidade de empresas a reportar facturas à Autoridade Tributária subiu em mais 80 mil face ao mesmo período de 2013.

Os números da Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, citados pelo Jornal de Notícias, revelam ainda que a factura da sorte bateu recordes no mês de Dezembro: o número de facturas elegíveis foi o mais elevado de sempre, perto de 43.420 milhões, uma subida de 26% face às facturas que entraram em Abril e de 21% relativamente a Novembro. 
 
A “Factura da Sorte” começou este ano, em Abril. Todos os consumidores finais estão automaticamente admitidos a participar no sorteio, desde que exijam a emissão de facturas com a inscrição do NIF em qualquer aquisição de bens ou serviços, em território nacional.

Há um sorteio semanal, às quintas-feiras, e dois extraordinários. O primeiro aconteceu a 26 de Junho de 2014, o segundo está agendado para esta terça-feira.

fonte:http://rr.sapo.pt/inf

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Dez 14
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Costa quer que este seja o último ano sem feriado no Dia da Independência

"Desde 1862, [que] o município de Lisboa se junta à Sociedade Histórica [da Independência de Portugal] para celebrar a independência nacional, data que desde 1910 e até bem recentemente constituiu feriado oficial e que quero que seja hoje o último dia em que comemoramos sem estarmos nessa condição", afirmou António Costa, que discursava numa cerimónia que assinalava o Dia da Independência, na praça dos Restauradores, em Lisboa, recebendo aplausos da plateia que o ouvia.

 

Este ano, assinalam-se 374 anos do golpe de estado revolucionário ocorrido a 1 de dezembro de 1640, data que foi considerada feriado nacional desde 1910 até 2012, sendo que no ano passado já não se celebrou dessa forma, em virtude da decisão tomada pelo atual Governo de maioria PSD/CDS-PP.

"Como aqui referi no ano passado, o 1º de Dezembro é património de Portugal e dos portugueses, pertence à comunidade e a ninguém é moralmente permitido dispor dele com ligeireza, mesmo que o faça invocando o nome do Estado", salientou o autarca socialista.

"É de bom tom que cada um limpe o seu próprio lixo"

Visão semelhante tem o coordenador do Movimento 1º de Dezembro, José Ribeiro e Castro, que afirmou na sua intervenção que é necessário "continuar a trabalhar no plano cívico, social e político para o duplo pleonasmo, a eliminação da eliminação e [para] a restauração da restauração".

Defendendo que "não é necessário mudar o ciclo político" para voltar a transformar este dia em feriado nacional, o também deputado do CDS-PP abordou uma lógica de "ecologia fundamental", através da qual "é de bom tom que cada um limpe o seu próprio lixo - é regra de educação e até de civismo".

Ribeiro e Castro garantiu também que não votará "em ninguém, em 2015 [nas eleições legislativas], que entre outras correções e ajustamentos que importa fazer, não se comprometa claramente com a reposição do feriado nacional do Primeiro de Dezembro ou não o tenha já feito antes".

Aula sobre a Restauração

Já o diretor da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, Alarcão Tróni, adiantou que escreveu ao Ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, e ao presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Manuel Machado, "pedindo-lhes que hoje, durante o horário letivo, seja ministrada aos alunos dos ensinos básico e secundário, em todo o país, uma aula de educação para a cidadania sobre a Restauração e a guerra da aclamação", esperando que a sugestão tenha sido bem recebida.

Na cerimónia, estiveram representadas forças militares e de segurança, assim como alunos de escolas do concelho de Lisboa, que cantaram o hino nacional e o hino da restauração, aquando do içar das respetivas bandeiras.

Foi ainda feito um percurso histórico pela cidade relembrando a história do país em locais da cidade como o Largo de São Domingos (aclamação de D. João I de 1383), o Terreiro do Paço (aclamação de D. João IV), Cais do Sodré (embarque de Junot) e Praça Luís de Camões (ultimatum de 1890).

 

fonte:http://www.jn.pt/Pagi

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