23
Nov 14
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Santo Tirso, Trofa, Paços de Ferreira e Vila do Conde são os que mais cobram pela água

Os habitantes de Santo Tirso, Trofa, Paços de Ferreira e Vila do Conde foram os que mais pagaram pela água em 2013, com a fatura média mensal a atingir o dobro da média nacional de 9,22 euros.

Os dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) relativos aos encargos tarifários indicam que a conta da água, tendo em conta um consumo de 10 metros cúbicos por mês, representou um custo de 19,92 euros em Santo Tirso e na Trofa, 18,88 euros em Paços de Ferreira e 18,44 euros em Vila do Conde.

No ano passado, o custo da água no Porto ficou ligeiramente acima da média, situando-se nos 11,29 euros, enquanto os munícipes de Lisboa pagaram menos (8,45 euros).

No extremo oposto, encontram-se vários concelhos com faturas inferiores a três euros, como Mondim de Basto (2,95 euros), Barrancos (2,70 euros), Penedono e Vila Nova de Paiva (2,60 euros) e, por fim, Terras de Bouro (1,50 euros).

Paços de Ferreira e Trofa surgem novamente no topo da tabela quando se somam os encargos associados aos três serviços: abastecimento de água, saneamento e tratamento de lixo.

Nos dois municípios nortenhos, a fatura cobrada por estes serviços chega aos 34,35 e 34,13 euros, respetivamente, quase duas vezes mais do que o encargo médio dos 278 concelhos analisados pela ERSAR (18,4 euros).

Mais caro, só o valor cobrado pelas empresas que gerem os empreendimentos de Vale do Lobo e da Quinta do Lago, em Loulé: 40,71 euros.

No Porto, os encargos fixam-se nos 20,35 euros mensais, enquanto em Lisboa foi contabilizada apenas a parcela paga pela água (8,45 euros), já que a autarquia não forneceu informação relativa aos valores cobrados pelo saneamento e pelos resíduos.

Para tratar do lixo, as câmaras cobram, em média, 3,6 euros, mas alguns munícipes chegam a pagar quatro vezes mais como acontece na Póvoa de Varzim, que aparece no cimo da lista com uma fatura mensal de 13,12 euros.

Albufeira, com um encargo de 10,54 euros, também é dos municípios onde a gestão de resíduos sai mais cara, seguindo-se a Maia (10,42 euros) e Vila Nova de Gaia (9,75 euros).

No Porto, o custo aproxima-se da média, com 4,65 euros de fatura mensal.

Onze câmaras não cobram este serviço: Alcácer do Sal, Belmonte, Caldas da Rainha, Cinfães, Figueira de Castelo Rodrigo, Monchique, Oleiros, Penedono, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Tabuaço.

Em termos de saneamento, Espinho lidera a tabela dos municípios mais caros, faturando 16,30 euros por mês, três vezes mais do que a média nacional de 5,60 euros.

Também Torres Vedras (15,77 euros) e Covilhã (15,22 euros) cobram o triplo do valor médio.

Lisboa não forneceu valores e o Porto cobra 4,41 euros, um euro a menos do que a média nacional.

Em São Pedro do Sul e em Vila Viçosa, o custo do saneamento não ultrapassa os 50 cêntimos mensais e existem 11 municípios onde este serviço custa zero euros: Arraiolos, Belmonte, Fronteira, Monchique, Montemor-o-Novo, Oleiros, Penedono, Portel, Tabuaço, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa.

Na sua análise, a ERSAR concluiu que subsistem "situações em que a estrutura dos tarifários aplicados ainda não é eficiente, nomeadamente quando não é faturado qualquer valor pelo serviço prestado".

Apesar disso, a disparidade de tarifas tem vindo a reduzir-se e passou de uma diferença de 1 para 22 em 2009, para 1/14 em 2013.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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09
Nov 14

Banhos em ginásio proibidos e para passar a ferro com proteção

A população das freguesias de Vila Franca de Xira afetadas por "legionella" está preocupada e muitos reforçaram cuidados: Inês proibiu banhos no seu ginásio, Otília foi tomar banho a Leiria e Florbela passa a ferro com um lenço.

 

Inês Zorro tem 54 anos, vive na Póvoa de Santa Iria e é sócia-gerente num ginásio da freguesia. Diz que "não (está) alarmada mas (está) preocupada" e tomou medidas logo na sexta-feira para "não correr riscos" no espaço desportivo que dirige.

 

"Não vou deixar as pessoas tomarem banho (no ginásio). Desde sexta-feira que não permitimos lá banhos. E mesmo na sexta-feira só tinha quatro pessoas na aula de yoga que está sempre cheia. As pessoas estavam mais preocupadas em ir ao supermercado comprar águas engarrafadas", contou à Lusa Inês Zorro.

A interdição de banhos no ginásio desta monitora de yoga vai manter-se até que seja seguro e que se conheça o foco do surto de legionella, uma bactéria responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infeção se transmite por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.

Inês reconhece que está a tomar medidas "talvez exageradas", mesmo em casa: Ainda não tomou banho este fim-de-semana e pretende encher a banheira para um banho de imersão esta tarde, no sábado fez massa com água engarrafada para o almoço e até a cadela bebeu água mineral.

Também Maria Otília Ponte está a racionar os banhos e, durante o fim de semana, conseguiu não os tomar onde vive, na Póvoa de Santa Iria: num dos dias foi à Moita do Ribatejo e no outro aproveitou a visita à filha que mora em Leiria para tomar banho.

Maria Otília tem uma loja de roupa interior no centro comercial Serra Nova, na Póvoa, que estava manhã estava com bastante movimento. Nos cafés, as pessoas continuam a pedir a bica mas recorrem menos ao copo de água que acompanha o hábito e mais à garrafa.

Florbela Martins, que vive na mesma freguesia, estava hoje num dos corredores do centro comercial. À Lusa contou que deixou de beber água da torneira, que lava os alimentos com água engarrafada, que o banho tem sido em água fria para evitar os vapores e que, quando passa a ferro, protege a cara.

"Isto até parece ridículo, mas agora quando passo a roupa a ferro ponho um lenço a tapar o nariz e a boca para não inalar aqueles vapores", relatou.

No mesmo corredor estava também Maria Clara Braga, uma técnica superior da Segurança Social, que tenta "evitar água muito quente", está a tomar banho de imersão e diz-se preocupada porque "ainda não se sabe qual é a proveniência" da bactéria.

Esta é também a preocupação de Fernando Chaves, um vendedor de material elétrico que estava na loja da mulher no mesmo centro comercial da Póvoa de Santa Iria: "Hoje (este domingo) não tomei banho com receio disso. Na minha rua há duas pessoas que foram internadas e é esquisito ser só nesta zona. Não é normal. Por mais que digam que é só por causa dos vapores...", disse, reticente.

Berta Jesus vive no Forte da Casa e diz que não está muito preocupada: "Não estou a beber água da torneira mas é mais pelos meus filhos", contou.

Em Vialonga, outras das freguesias afetadas pelo surto de 'legionella', o sentimento é o mesmo: há uma preocupação generalizada e cuidados reforçados, mas não há alarmismos.

Manuel Guedes, que estava a ler o jornal e a beber a bica num dos cafés da freguesia, começou por dizer que "não há motivos para alarme" e que "é preciso ter o cuidado de saber onde pode estar a infeção".

"Tenho mais medo pela minha mulher que tem problemas respiratórios. Ela costuma ir à hidromassagem em Alverca mas agora não quer ir por precaução", disse.

Na esplanada do mesmo café, Maria Adélia Ruivo mostrou a mesma calma. Contou que tem recebido alguns telefonemas de pessoas que estão fora e que é ela quem as tranquiliza.

Da Câmara, mantém-se a promessa de que a rede de abastecimento de água tem qualidade. Maria Adélia é cozinheira numa escola em Loures e diz que, "se houvesse alguma coisa grave, as escolas e os infantários eram a primeira coisa a fechar".

Também António Damas, Lúcia Ginga e António Almeida, que vivem em Vialonga, acompanham o que se passa e sabem das medidas de precaução "através dos jornais e das televisões" porque "de resto, não se sabe muito mais".

 

fonte:http://www.jn.pt/P

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Todos os casos de "legionella" em Lisboa têm ligação a Vila Franca de Xira

A bactéria legionella é responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infeção se transmite por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.

O diretor-geral de Saúde confirmou que ainda não está identificado o foco do surto, mas considerou seguro que "o problema está na água, não sabemos se na rede municipal, se nas torres de refrigeração, se em grandes armazéns comerciais ou fabris", e por isso "todos estão a ser investigados".

Nestas declarações aos jornalistas à entrada para uma reunião da equipa que está a coordenar as investigações, e a seguir à qual se seguirá uma comunicação, pelas 19.30 horas, Francisco George disse também esperar um quinto óbito, mas não o ligou diretamente à 'legionella', dizendo aguardar pelos resultados laboratoriais.

"Há 180 casos confirmados, dos quais 24 estão internados em cuidados intensivos, e quatro óbitos, e há uma quinta situação que ainda está em investigação em termos de diagnóstico, mas que irá seguramente juntar-se a estes quatro casos", disse o diretor-geral, pormenorizando que "o quinto caso é uma situação que não tem uma confirmação laboratorial, mas pelo quadro clínico trata-se de uma doença dos legionários, em Vila Franca de Xira".

O diretor-geral de Saúde admitiu que "este é um surto grave", mas lembrou que "não é ímpar em termos de descrições na Europa e nos Estados Unidos", garantindo que "conhecemos muito bem o comportamento desta bactéria, como evolui, como se transmite, como se deve tratar".

O Hospital de Vila Franca Xira começou na sexta-feira a receber doentes contaminados com a bactéria 'legionella'.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse no sábado que foi acionado um plano de contingência para lidar com o surto de legionella, enquanto o Diretor geral da Saúde já havia admitido que o surto verificado "é um problema que não é habitual" dada "a magnitude e gravidade".

 

fonte:http://www.jn.pt/Pa

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Saiba como evitar a legionella

A origem do surto de legionella na zona de Vila Franca de Xira ainda não foi encontrada e, uma vez que o período de incubação da bactéria é de pelo menos uma semana, é possível que mais pessoas venham a contrair a doença.

Mas há alguns cuidados a ter que podem evitar o contágio.

Uma vez que a bactéria transmite-se através de gotículas de água, resultante de alta pressão, os residentes da zona afectada devem evitar qualquer actividade que os exponha a essas condições.

Isso inclui coisas tão simples como a utilização do duche, uma vez que a água quente, sob pressão, forma gotículas que são facilmente inaladas. Segundo o director-geral de Saúde, Francisco George, quem não tem outra opção, pode desinfectar a cabeça do duche com lixívia: “Desde que tenha o odor próprio da lixívia”. Esta indicação diz respeito, realça o director-geral, apenas a quem reside nas zonas afectadas.

De igual forma deve-se evitar a utilização de sistemas de ar condicionado, outro sistema habitual de contágio, bem como desumidificadores, jacuzzis e até sistemas de hidromassagem ou fontes decorativas.

Nas casas que utilizam termoacumuladores, estes devem ser mantidos acima dos 75 graus, uma vez que a esta temperatura a bactéria não se consegue desenvolver.

Todos os estabelecimentos que trabalhem com este tipo de aparelhos ou sistemas, como regas, aspersores, piscinas, ou qualquer tipo de água estagnada, devem garantir que os sistemas de desinfecção estão calibrados e em funcionamento, recordando-se que as altas temperaturas da água podem dificultar a correcta acção dos desinfectantes, tornando essencial o equilíbrio do PH.

O que pode fazer
Uma vez que a legionella apenas se transmite através da inalação de gotículas de água, não existe qualquer risco no consumo de água canalizada, seja para beber ou para cozinhar. As gotículas inaladas vão para os pulmões, onde a doença se desenvolve, ao contrário da água consumida que, por isso, não apresenta risco.

O ar condicionado dos automóveis, ou qualquer outro tipo de ar condicionado que não crie gotículas em forma de aerossol, também pode ser utilizado sem risco.

Não existe risco associado a actividades como passar a ferro ou operar máquinas de café, uma vez que as altíssimas temperaturas neutralizam qualquer ameaça que possa existir.

A doença não se transmite de pessoa para pessoa, pelo que não há qualquer problema no contacto com familiares ou amigos que já tenha contraído a doença.

No caso de sentir os sintomas, que incluem tosse, febre e dificuldades respiratórias, deve primeiro telefonar para a linha saúde 24 (808 24 24 24).

Quem vive na zona afectada deve também manter-se constantemente atento às notícias para estar a par das novidades.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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09
Nov 14

Sobe para quatro o número de mortos por legionella

Já subiu para, pelo menos, quatro o número de mortos por legionella, havendo ainda mais um caso suspeito, mas que ainda não se confirma ter sido por esta doença. A confirmar-se, contudo, sobe para cinco o número de vítimas mortais.

Segundo o director-geral da Saúde (DGS), Francisco George, já vai em 180 o número de casos identificados, 24 dos quais são graves. Todos os casos têm uma ligação a Vila Franca de Xira.

Francisco George garante que estão a ser seguidas as "boas práticas" para a resolução do problema, mas ainda não foi possível identificar a fonte da infecção. "Não há suspeita de nenhum estabelecimento [em particular]. Todos estão a ser identificados".

O DGS repete que as pessoas podem continuar a beber água e a utitlizar água na cozinha, mas reafirma o conselho para que a população das três freguesias com mais casos (Vialonga, Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa) evite o duche e prefira banho de imersão. O problema é a inalação de partículas de água contaminada.

A situação é "preocupante" mas há diversas frentes de trabalho para tentar determinar a fonte da doença o mais rápido possível.

O Hospital de Vila Franca Xira começou na quinta-feira à noite a receber doentes contaminados com a bactéria legionella.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse no sábado que foi accionado um plano de contingência para lidar com o surto de legionella, enquanto o Director-geral da Saúde já havia admitido que o surto verificado “é um problema que não é habitual” dada “a magnitude e gravidade”.

A bactéria legionella é responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infecção se transmite por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.

Um novo balanço vai ser feito às 19h30, após nova reunião da Direcção-Geral de Saúde.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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03
Nov 14

Taxa sobre sacos vai criar falências e desemprego

A taxa de 8 cêntimos por cada saco de supermercado que o Governo pretende implementar em 2015 vai ter um impacto negativo na economia, não devendo o Estado arrecadar a receita prevista de 40 milhões de euros, diz a indústria.

A redução na procura de sacos de plástico, caso vá avante a taxa proposta, terá impacto junto dos fabricantes portugueses de sacos de plástico. "Muito poucos ou nenhuns consumidores/utilizadores de sacos estarão disponíveis para pagar uma taxa, que corresponde a mais de 500% do valor comercial dos mesmos. Não havendo procura e necessidade de fabrico, à generalidade dos fabricantes, essencialmente PME, não restará outra solução que o seu encerramento por extinção da sua atividade", considera Borges Amaral, da direção da Associação Portuguesa das Indústrias de Plástico (APIP).

Só na fabricação estarão em causa perto de 1500 postos de trabalho, aos quais se somarão outros da cadeia de valor. "Podem estar em risco algumas dezenas de indústrias, mais de 1500 colaboradores, um volume de negócios superior a 40 milhões de euros, dos quais cerca de entre 30 a 40% para o mercado externo", alerta Borges Amaral.

"O pior de tudo é que o Estado nem terá as receitas previstas de mais de 40 milhões de euros. Vai sim receber muito menos contribuições das empresas deste setor, muito menos contribuições dos trabalhadores e aumentarão com certeza os encargos sociais por milhares de postos de trabalho que irão estar em risco", conclui Borges Amaral.

"Não me resta alternativa se não fechar e mandar toda a gente para o desemprego", confessa António Teixeira, proprietário de uma pequena empresa, denominada Plásticos Miragaia. Não sendo fabricante, vive da impressão de sacos para o pequeno comércio e, com a taxa proposta pelo Governo, refere que "não há futuro possível para as pequenas e mesmo para as grandes empresas".

Estado é o maior consumidor

"Se propusessem metade do valor mencionado, ainda acreditava que a medida tivesse preocupações ambientais. Agora, quando o Estado é o maior consumidor de sacos plásticos - em hospitais e em serviços públicos - e esses ficam isentos, já não tenho dúvidas que o objetivo é sufocar as PME", remata.

Os maiores fabricantes portugueses de sacos de plástico leves, a Alberplás e a Topack, pertencentes ao grupo Polivouga, estão também preocupados com o impacto da taxa anunciada.

"Se a reforma de fiscalidade verde entrar em vigor já em 2015, não dará tempo de reação para que a indústria se readapte à uma nova realidade, sendo que largas dezenas de postos de trabalho poderão estar seriamente em risco", comentou João Belo, diretor comercial da Polivouga.

Na base da proposta do Governo no âmbito da Fiscalidade Verde estão cálculos da Comissão Europeia relativamente ao consumo daquele tipo de saco em Portugal, onde, por falta de dados, foram utilizadas médias de outros Estados indexadas ao consumo.

Cálculos "desajustados"

A APIP aponta que, caso a média portuguesa estivesse correta (466 sacos por pessoa e por ano), tal significaria que uma família portuguesa consome 117 sacos por mês. "Parece-nos um número absolutamente desenquadro com a realidade", aponta.

João Belo, da Polivouga, reforça que as contas do Governo se baseiam em "premissas desajustadas da realidade", visto que aponta para um "consumo em Portugal quatro vezes superior ao de Espanha e mais de duas vezes superior à média europeia".

Optar por sacos de lixo terá efeito pior

Do lado do comércio, as reações são igualmente negativas. A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) também está preocupada com a medida. "Tememos que esta taxa tenha essencialmente a natureza de um imposto e se desvie do seu principal objetivo: sensibilizar os consumidores, consistindo apenas numa forma de arrecadar receita", revelou Ana Isabel Trigo Morais, diretora-geral da APED, para quem "esta opção da fiscalidade verde é um desincentivo ao investimento que as empresas vinham fazendo nas campanhas de informação ao consumidor".

Para a APED, o que faz sentido, do ponto de vista ambiental, é sensibilizar o consumidor e isso tem sido feito pelos retalhistas, nomeadamente através da iniciativa Saco Verde, lançada pela APED em 1998, com "um grande historial de sucesso e adesão por parte dos consumidores: cerca de 11 milhões de sacos reutilizáveis vendidos desde o lançamento".

Ambiente prejudicado

O presidente da Associação de Recicladoras de Plástico (ARP), Ricardo Pereira, alerta que um decréscimo do consumo de sacos levará, "dentro de um dois anos", a um aumento das importações, quer de resíduos para reciclar, quer de granulados obtidos a partir do petróleo". Atualmente, Portugal recicla quase 50% dos sacos de plástico de supermercado, nomeadamente utilizando-os para lixo doméstico.

Optando por não pagar 10 cêntimos por cada saco de compras, "passarão a comprar mais sacos do lixo", que são maiores e têm película mais espessa. "O fator de reutilização desaparece e vamos ter mais volume de plásticos", corroborou Ricardo Pereira.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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03
Nov 14

Automóveis: Vendas crescem 31,3% em outubro

As vendas de automóveis voltaram a desacelerar em outubro, mês em que foram vendidos em Portugal 14.562 veículos automóveis ligeiros e pesados, o que corresponde a um aumento de 31,3% face a igual mês do ano anterior. Os portugueses mantêm-se fieis às suas preferências, com a Renault, a Volkswagen e a Peugeot a ocuparem os lugares cimeiros da tabela, logo seguidos da BMW e da Mercedes.

Em termos acumulados, nos primeiros dez meses do ano, foram vendidos 141.587 carros, o que representou uma variação homóloga de 37,6%. Os números foram hoje divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP) que destaca: "Confirma-se, assim, a desaceleração do crescimento do mercado verificada nos primeiros meses do ano, a qual se deve ao facto do mercado automóvel ter iniciado a sua recuperação na segunda metade de 2013".

E apesar da variação positiva de outubro, sublinha a ACAP que não só o mercado se continua a manter "abaixo dos níveis registados em anos anteriores a 2011", como se constata que o volume de vendas observado no mês de Outubro "continua a situar-se abaixo da média dos últimos quinze anos (13.547 veículos)".

Em termos percentuais, o maior crescimento coube ao segmento de comerciais ligeiros, com um aumento de 46,4% referente a 2.419 veículos. Mais modestas foram as vendas dos ligeiros de passageiros, que se ficaram pelas 11.780 unidades, mais 29,6% que em igual mês de 2013. O total de ligeiros foi de 14.199 carros (mais 32,2%), sendo que no acumulado do ano esse valor vai já em 139.174 unidades (mais 37,7%).

No que aos pesados diz respeito, foram vendidos 363 veículos, uma variação homóloga de 5,8%. Desde janeiro, este segmento já transacionou 2,413 veículos (mais 35%).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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