18
Out 14
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Out 14

Quer abater as compras no IRS? Não se atrase com a declaração

A partir de 2016, os atrasos na entrega da declaração do IRS vão ficar bem mais caros do que o mero pagamento de uma multa. Porque as novas deduções à coleta só poderão ser usadas para reduzir o imposto se a entrega da declaração anual for feita dentro dos (também novos) prazos: até 15 de abril ou 16 de maio.

A proposta de reforma do IRS que o Governo aprovou e vai enviar para a Assembleia da República avança com uma profunda alteração ao sistema de deduções ainda em vigor - e que por isso servirá ainda de referência às declarações a entregar em 2015. No essencial, os deduções pessoais que agora são atribuídas aos sujeitos passivos e dependentes (213 euros por cabeça) e as deduções à coleta (pelos gastos com saúde, casa e educação) serão substituídas por deduções de saúde (15% dos gastos até ao limite de mil euros) e de despesas familiares gerais (40% do valor até um máximo de 300 euros por contribuinte ou 600 euros por casal).

Mas para que estes gastos sejam aceites pelo fisco e ajudem a baixar o imposto a pagar, é necessário que a "declaração de rendimentos do agregado familiar seja entregue nos prazos previstos" na lei. Esta exigência já tinha atualmente de ser observada para se usufruir do benefício conferido pelas faturas das reparações de carro, restauração ou cortes de cabelo, mas é agora alargada. A mudança justifica-se pelo facto das "novas" deduções se basearem no sistema e-fatura, em que o benefício ou dedução apenas é concedido se o contribuinte comprovar a despesa através de uma fatura com o seu NIF e esta for enviada à AT. Este sistema tem a vantagem de isentar as famílias de guardar as faturas por quatro anos e permite ao fisco ter a certeza de que o contribuinte não está a declarar mais gastos do que aqueles que efetivamente realizou.

Com a reforma do IRS, além das deduções de saúde e das despesas gerais familiares (para as quais contam todas as aquisições de bens e prestações de serviços), prevê-se ainda um subida, de 213 euros para 325 euros na dedução por cada dependente e de 300 euros por cada avó que resida com o agregado e tenha rendimentos inferiores à pensão mínima.

O novo desenho de deduções, conjugado com o também novo quociente familiar, em que os filhos e os avós contam na determinação da taxa do IRS, traduzir-se-á num desagravamento da fatura fiscal das famílias com dependentes (ver infografia). Quem não tem filhos também pode sair beneficiado com as mudanças no IRS, mas tudo depende da forma como atualmente aproveitava as deduções à coleta. Ou seja, referem os consultores fiscais ouvidos pelo Dinheiro Vivo, os contribuintes que agora conseguem absorver os 760 euros proporcionados pelas despesas em educação (se estiverem a fazer uma pós-graduação, por exemplo) podem ser confrontados com uma subida do imposto, porque no futuro apenas contarão com a dedução de 300 euros (600 euros por casal) pelos gastos com o supermercado, a gasolina e tudo o mais que comprem e façam acompanhar de fatura com NIF. "para os agregados sem filhos, a carga fiscal pode ou não descer em função das despesas que apresentam em 2014", precisa Luís Leon, da Deloitte.

Luís Sousa, da PwC, nota, por seu lado, que os encargos com o empréstimo da casa ficam de fora das dedução com "despesas gerais familiares" deixando de abater ao IRS.

A introdução do quociente familiar (em vez do atual quociente familiar) irá levar a uma redução de cerca de 150 milhões de euros juntos dos contribuintes com filhos e com IRS liquidado. No modelo que Maria Luís levou ao Conselho de Ministros e que foi apresentado publicamente por Paulo Núncio, a coleta do imposto passa a ser calculada em função do número de filhos (ou de avós a cargo) sendo atribuído a cada um valor de 0,3. Assim, o rendimento passa a ser dividido por 2,3 se existir um dependente ou 2,6 se forem dois. Mas a poupança do imposto de que cada agregado por beneficiar pela aplicação deste quociente tem limites, não podendo ira além dos 600 euros quando haja apenas um dependente; de 1250 euros quando sejam 2 e de 2 mil euros caso sejam três ou mais. Estes tetos diferenciados, precisou o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, garantem a equidade do imposto porque evitam que as pessoas com maiores rendimentos aproveitem mais e protege quem tem mais filhos ou ascendentes a cargo.

Tudo somado, as famílias com dois dependentes poderão abater ao imposto 1900 euros por via do quociente familiar a da dedução pessoal que o fisco atribui a cada filho. Se forem 3 dependentes, a redução da coleta ascenderá a 2975 euros.

Os dados da AT revelam que entre os agregados que entregam declaração há 809 mil com um dependente; 476 mil com dois e apenas cerca de 80 mil declaram três ou mais filhos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

publicado por adm às 16:33 | comentar | favorito
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15
Out 14
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Out 14

Luz pode subir 3,3% no próximo ano

Um aumento de 3,3% no preço da electricidade em 2015. Esta é a proposta da entidade reguladora que ainda vai ser submetida ao conselho tarifário.

Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), as tarifas transitórias para os consumidores domésticos que ainda se encontram na tarifa regulada devem, assim, subir em média 3,3% no dia 1 de Janeiro, sendo susceptíveis de revisão trimestral.

Esta variação significa um acréscimo de 1,14 euros por mês numa factura de cerca de 35 euros.

Já a tarifa social para os consumidores considerados economicamente vulneráveis terá uma redução de 14%, o que corresponde a um decréscimo de 3,11 euros numa factura média mensal de electricidade de 19,1 euros, de acordo com a proposta apresentada.

O Governo aprovou recentemente, em Conselho de Ministros, o alargamento da abrangência das tarifas sociais de electricidade, estimando que possa beneficiar cerca 500 mil consumidores.

A decisão sobre o aumento do preço das tarifas de electricidade vai ser conhecida daqui a dois meses.

As tarifas transitórias para os cerca de 2,5 milhões de consumidores que ainda não migraram para o mercado liberalizado aplicam-se a partir de 1 de Janeiro de 2015, sendo susceptíveis de revisão trimestral, enquanto a tarifa social vigora durante todo o ano.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

publicado por adm às 22:30 | comentar | favorito
05
Out 14

Wenger empurrou Mourinho

Stamford Bridge encheu para ver um dos maiores clássicos de Inglaterra: Mourinho vs Wenger. Pelo meio houve um Chelsea-Arsenal, para a 7.a jornada - com os blues líderes e os gunners em oitavo lugar.

Nesse confronto (de treinadores) a coisa foi durinha. E chegou mesmo a vias de facto.

Depois de uma entrada feia de Cahill sobre Sánchez, o treinador francês do Arsenal exaltou-se. O banco do Chelsea não gostou e p adjunto de Mourinho, Rui Faria respondeu depois de ouvido umas palavras menos bonitas do lado dos arsenalistas.

Foi aí que o técnico português se dirigiu ao banco adversário a advertir Steve Bould, que havia ofendido Faria.

Wenger encheu o peito e jogou-se a Mourinho. Empurrou-o. Basta ver. Não foi bonito:

 

fonte:http://www.sol.pt/

publicado por adm às 17:37 | comentar | favorito
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Vendas de automóveis crescem 35,7% em setembro

As vendas de veículos automóveis continuam a crescer em Portugal, embora se mantenham bem longe dos valores históricos do início do século. Em setembro, foram vendidos 11.986 veículos, um aumento de 35,7% face a igual mês do ano passado, sendo que, desde o início do ano, esse número totaliza já 127.020 unidades, uma variação homóloga de 38,4%.Só no que aos veículos ligeiros de passageiros diz respeito, e que correspondem à maior fatia, foram vendidos 9.688 carros em setembro (mais 31,5%) e 107.391 desde o início do ano (um acréscimo de 35,3%). A Renault mantém-se como a marca preferida dos portugueses, seguida da Volkswagen e da Peugeot.

Os dados são da Associação Automóvel de Portugal - ACAP e mostram que é no segmento de comerciais ligeiros que o crescimento nas vendas se revela mais significativo: foram vendidos 1.958 carros em setembro (52,4%) e 17.579 desde janeiro (60,4%).

 

Quantos aos veículos pesados, a situação varia consoante se analisam os números do segmento de mercadorias e do segmento de passageiros, com o primeiro praticamente a duplicar em setembro, num total de 333 unidades vendidas (1.916 desde o início do ano, um aumento de 46,6%), e o segundo a cair 12,5% correspondente à aquisição de 7 carros (134 nos nove meses do ano, uma quebra de 2,2%).

Destaca a ACAP, na ánalise aos dados globais do setor que, "mesmo com a variação positiva de setembro, o mercado continua a manter-se abaixo dos níveis registados em anos anteriores a 2011. Constata-se que o volume de vendas observado no mês de setembro situa-se claramente abaixo da média dos últimos quinze anos" e que é de 17.026 veículos.

Refira-se que, em 2000, as vendas totais do setor automóvel em Portugal foram de 427.232 unidades. Destes, 295.490 foram veículos ligeiros de passageiros.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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05
Out 14

Eletricidade vai ter desconto para mais portugueses

Cerca de 1,5 milhões de portugueses com baixos rendimentos vão poder beneficiar de um desconto de 34% na eletricidade a partir de próximo ano, através de um alargamento da tarifa social aprovado, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros.

 

 

Esta proposta já estava prevista desde abril, depois da 12.ª avaliação da troika, mas esta quinta-feira foi formalmente aprovada a tempo da sua incorporação até 15 de outubro nas tarifas de eletricidade que têm efeito a partir de 1 de janeiro, afirmou o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, no 'briefing' após o Conselho de Ministros.

Até ao final do ano, a tarifa social de eletricidade abrange 60 mil consumidores, mas a partir do próximo passará a beneficiar 500 mil, ou seja, cerca de 1,5 milhões de portugueses (15% da população).

Até aqui, a tarifa social de eletricidade aplicava-se a beneficiários do complemento solidário para idosos, do rendimento social de inserção, do subsídio de desemprego, do primeiro escalão do abono de família e da prestação social de invalidez.

O Governo alarga o leque de beneficiários, permitindo que a partir do próximo ano os descontos na eletricidade se apliquem também aos cidadãos que beneficiam dos três escalões do abono de família e/ou da pensão social de velhice.

No entanto, o desconto é aplicável também para cidadãos que não tenham qualquer tipo de apoio social, mas que recebam menos de "4.800 euros mais metade desse valor por dependente do agregado familiar", explicou o ministro.

Estes valores vão ser revistos semestralmente, disse Jorge Moreira da Silva.

Ou seja, um agregado familiar com um filho a cargo e que não aufira mais de 7.200 euros por ano beneficiará deste desconto na eletricidade já a partir de 1 de janeiro, para isso basta que a nota de liquidação de IRS anterior, ou seja, referente aos rendimentos de 2013, comprove essa carência económica.

Outro alargamento na tarifa social de eletricidade é no valor do desconto, que passa de 5% para 20%, acrescido de 13,8% de desconto do Apoio Social Extraordinário, já aprovado pelo Governo.

Também a potência elétrica contratada para estes beneficiários é aumentada.

"O financiamento deste desconto é feito através de cortes realizados junto das empresas do setor elétrico que totalizam 24 milhões de euros. Estas empresas contribuíam para a tarifa social em 900 mil euros", explicou o ministro.

Depois dos cortes realizados nas rendas excessivas no setor elétrico de 3.400 milhões de euros, "constatou-se que havia possibilidade de promover novos cortes sobre o setor elétrico, que dessa vez que não incidissem sobre a redução da dívida tarifária, mas que incidissem sobre uma redução de preços aos consumidores mais vulneráveis", afirmou o ministro.

fonte:http://www.jn.pt/Pa

publicado por adm às 13:05 | comentar | favorito