05
Mar 13
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Morreu Hugo Chávez

O Presidente da Venezuela morreu hoje na sequência de um cancro. Reeleito para um quarto mandato, não resistiu até à tomada de posse, cuja data estava em aberto.

É oficial: o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez faleceu hoje. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Nicolas Maduro, avançou a Al-Jazeera.

Era o líder mais controverso da América Latina. Chegou ao poder em 1998 e foi reeleito três vezes (2000, 2006 e 2012). De permeio, venceu um referendo que alterou a Constituição, consagrando mandatos presidenciais ilimitados. Hugo Chávez gostava do poder e sonhava não abandona-lo.

A vitória nas presidenciais de 7 de outubro passado, quando a o seu estado de saúde já era mais noticiado do que os seus feitos políticos, possibilitava-lhe uma longevidade política até 2019. Ao seu povo, Chávez pediu mais tempo para concluir a sua revolução socialista.

Chávez subiu ao poder em 1998, apoiado numa plataforma anti-pobreza e anti-corrupção. Ganhou as eleições com 56% dos votos e, no ano seguinte, lançou o Plano Bolívar, para recuperar infraestruturas decadentes e acabar com as privatizações.

Paraquedista golpista

Os seus apoiantes diziam que ele era a voz dos pobres. Os críticos acusavam-no de ser crescentemente autocrático e recordavam o seu "modus operandi" anterior à presidência. A 4 de fevereiro de 1992, ele liderara uma tentativa de golpe contra o Presidente Carlos Andres Perez. Chávez tinha 38 anos e era paraquedista.

Entrara para a Academia Militar aos 17 anos e ali se deixara deslumbrar pela figura e pelos ideais de Simon Bolivar, o revolucionário venezuelano que influenciou as independências na América Latina.

Em 1992, Chávez tentara tirar dividendos políticos do descontentamento popular resultante das medidas de austeridade e de repressão adotadas pelo Governo e que desencadearam protestos e distúrbios ("El Caracazo"). Mas o golpe acabaria por falhar.

Passou dois anos na prisão, sendo perdoado e libertado em 1994 pelo então Presidente Rafael Caldera. Em 1997, fundou o Movimento Quinta República, como que preparando a transição da fase de soldado para a fase de político. Um ano depois, era chefe de Estado da Venezuela.

Deposto durante 47 horas

A 11 de abril de 2002, uma tentativa de golpe afastou Chávez do poder durante 47 horas. A manobra foi reconhecida pelos Estados Unidos, o que levou Chávez a acusar Washington de ter orquestrado o golpe.

A relação entre Caracas e Washington era turbulenta. Chávez chamava ao Presidente dos EUA George "Mr. Danger" Bush (George "Sr. Perigo" Bush). Iniciada a guerra no Afeganistão, em 2001, Chávez acusou os EUA de combaterem o terror... com mais terror.

Seguiu-se a guerra no Iraque e Chávez continuou a não poupar Bush. "O Diabo veio cá ontem", disse, benzendo-se de seguida, a 20 de setembro de 2006, na Assembleia Geral da ONU, referindo-se ao discurso, na véspera, do chefe de Estado norte-americano. "Ainda cheira a enxofre."

"Por qué no te callas?"

Inversamente à animosidade com Bush, desenvolveu uma grande proximidade com Fidel Castro, uma espécie de pai político, a quem visitou várias vezes em Havana após "El Comandante" se ter afastado da política ativa por razões de saúde.

De língua afiada, assegurava aos domingos de manhã o programa televisivo "Alô Presidente!", onde discursava, entrevistava, cantava e dançava e respondia a perguntas dos telespetadores.

Tornou-se um fenómeno mediático, inclusive no dia em que ficou sem reação quando Juan Carlos de Espanha lhe atirou na cimeira ibero-americana de 2007, em Santiago do Chile: "Por qué no te callas?".

Quimioterapia em Havana

Filho de um humilde casal de professores, Hugo Chávez Frias nasceu a 28 de julho de 1954, em Sabaneta, no estado de Barinas (sudoeste do país), o mais pobre da Venezuela. Era o segundo de seis irmãos.

Morreu hoje em Havana, após complicações respiratórias na sequência de uma infeção pulmonar. A 30 de junho de 2011, num discurso à nação, Chávez admitiu pela primeira vez que tinha cancro.

A doença tornou-se um assunto de Estado, as suas aparições públicas começaram a escassear em virtude da degradação do seu estado de saúde e das deslocações a Havana para sessões de quimioterapia. Nas redes sociais, dispararam os rumores. Até ao dia em que a notícia da sua morte foi confirmada.



fonte: http://expresso.sapo.pt
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04
Mar 13

Os 12 passos para aderir ao leilão da electricidade

Desde a adesão à conclusão do contrato, conheça os principais passos a seguir, bem como quais são os principais entraves e exclusões.

1. Como é feita a inscrição?
Basta ir ao portal www.paguemenosluz.pt e preencher os campos referidos (nome, e-mail e telefone) e validar a inscrição. Para obter uma proposta mais personalizada, a Deco aconselha a preencher também alguns dados sobre o contrato actualmente em vigor como a potência contratada, o tipo de tarifário (simples, bi-horário ou tri-horário), os consumos, o fornecedor actual, entre outros.

2. Quem pode participar? 
O leilão está aberto a todos os consumidores que residam no Continente (nas regiões autónomas não existe ainda mercado liberalizado), desde que se tratem de clientes particulares com potência contratada até 20,7 kVA.

3. Durante quanto tempo dura o leilão? 
O período de inscrição decorre até 30 de Abril de 2013. Após a realização do leilão, com base na informação fornecida pelo consumidor, a Deco calcula a despesa com electricidade e informa-o da poupança que poderá ser obtida com a proposta de tarifa facultada pelo fornecedor que vencer o leilão. A associação de consumidores compromete-se a comunicar o resultado do leilão e as informações personalizadas a partir de 15 de Maio. Após essa data, cabe a cada consumidor aceitar ou recusar a proposta até 30 de Junho.

4. Quem se inscrever, tem de mudar de fornecedor? 
Ninguém é obrigado a mudar de fornecedor apenas por ter procedido à inscrição no leilão. Depois de chegar a acordo com um fornecedor de energia, a Deco entra em contacto com o consumidor para apresentar a estimativa personalizada de poupança da proposta apresentada pelo fornecedor vencedor. Ao consumidor compete decidir se aceita ou não mudar para aquele operador.

5. É possível participar com mais do que um imóvel? 
Quem for proprietário de vários imóveis, pode participar com todos no leilão. Contudo, terá de fazer uma inscrição para cada um deles.

6. Como é elaborada a proposta a apresentar a cada consumidor? 
Esta baseia-se na informação prestada por cada consumidor. Com base na tarifa actual, a Deco calcula quanto o consumidor gastaria nos 12 meses após o leilão e compara esse valor com o que seria pago caso fosse escolhida a tarifa vencedora do leilão. A associação de consumidores aconselha a que sejam preenchidos todos os campos do formulário de inscrição para que resulte a melhor proposta possível. Por exemplo, no caso de não ser preenchido o campo do consumo apenas poderá ser apresentado um valor de poupança aproximado.

7. Quem tiver um contrato duplo de fornecimento de electricidade e gás também pode participar? 
O leilão apenas abrange o fornecimento de electricidade. Quem tiver o fornecimento de electricidade e gás contratado à mesma entidade está abrangido por um contrato específico pelo que não está enquadrado nesta oferta.

8. Como se processa a mudança de fornecedor no âmbito do leilão?
No e-mail que é enviado a cada consumidor após o leilão há uma ligação para a respectiva oferta personalizada. No caso de estar interessado, basta seguir os passos indicados, fornecer alguns dados pessoais e "enviar o pedido". A inscrição 
é enviada ao novo fornecedor que se ocupa do processo de transferência de operador e da comunicação da data de entrada em vigor do novo contrato.

9. Quando é que o novo contrato entra em vigor? 
Desde que as informações constantes no pedido de mudança estejam correctas, a activação ocorre no prazo máximo de três semanas a contar do pedido. Trata-se do prazo necessário para que o fornecedor actual e o novo possam proceder
à alteração.

10. O que acontece passados 12 meses?
Antes do contrato caducar, o fornecedor de electricidade propõe um novo contrato com uma tarifa diferente. A Deco aconselha o consumidor a verificar se a tarifa proposta é interessante face à oferta disponível no mercado.

11. Após aceitar a proposta vencedora, é possível anulá-la? 
O fornecedor que vencer o leilão envia uma carta com as condições do contrato. A partir desse momento, o consumidor dispõe de 14 dias consecutivos para cancelar o contrato.

12. Quem contactar para o esclarecimento de dúvidas? 
É possível contactar o serviço de informação da Deco de segunda a sexta, das 9 às 13 horas e das 14 às 18 horas através do telefone 808 780 050 ou do 218 410 890, para quem ligar 
do telemóvel.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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Quase seis mil famílias voltaram este ano a ter abono de família

Quase 6.000 famílias conseguiram obter o abono de família desde o início do ano depois da Segurança Social ter revisto os rendimentos dos últimos três meses, revelou hoje o Ministério da Solidariedade e Segurança Social.

Segundo a tutela, dos cerca de 25 mil pedidos entrados e devidamente instruídos, 5800 famílias já tiveram revisão e consequente alteração de escalão, passando a usufruir de abono de família.

O Ministério da Solidariedade e Segurança Social esclareceu que essa revisão ocorre depois da aplicação das novas regras do abono de famílias, entradas em vigor em outubro, e que permitem que a Segurança Social faça a revisão do escalão em função dos rendimentos do agregado familiar nos últimos três meses.

Segundo os últimos dados globais disponibilizados no portal do Instituto de Segurança Social (ISS) , o número de beneficiários de abono de família caiu 2,85 por cento em dezembro de 2012 para pouco mais de 1,175 milhões, face ao período homólogo de 2011.

Em dezembro de 2012, o número de beneficiários de abono de família foi de 1.175.476, enquanto em dezembro de 2011 a prestação social foi atribuída a 1.210.029 crianças e jovens, segundo o ISS.

No ano passado, setembro foi o mês que registou a maior queda no número de beneficiários, para os 1.165.181, menos 46.769 face a agosto, mês com mais abonos atribuídos (1.211.950).

Em outubro, o número de beneficiários voltou a subir, para se fixar em 1.170.810, mais 5.629 do que em setembro.

A descida, em setembro, da concessão de abonos de família coincidiu com a falta da entrega atempada, por parte dos pais, da prova escolar obrigatória, disse anteriormente, à agência Lusa, o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa.

Para o corrente ano letivo, que começou em setembro, a Segurança Social decidiu, a 13 de julho, antecipar o prazo de entrega da prova escolar, de 31 de outubro para 31 de julho.

O abono de família só começa a ser pago um mês depois de efetuada a prova escolar.

fonte:Lusa / SOL

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Doentes que faltem a consultas sem justificação podem pagar taxa moderadora

Doentes que faltem a consultas sem justificação podem pagar taxa moderadora

Os utentes que faltem a uma consulta de especialidade hospitalar, para a qual tenham sido convocados, podem ter de pagar a respectiva taxa moderadora se não apresentarem uma justificação "plausível", segundo uma portaria publicada em “Diário da República”. 

De acordo com o regulamento do Sistema Integrado de Referenciação e de Gestão do Acesso à Primeira Consulta de Especialidade Hospitalar nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o utente deve justificar a sua falta à consulta marcada, nos sete dias seguidos após a data marcada. 

No caso de não o fazer, o utente ficará sujeito a uma falta não justificada. 

O regulamento define como dever do doente "justificar a falta, por motivo plausível, a qualquer consulta marcada, para a qual tenha sido convocado, sob pena de lhe ser exigido o pagamento da taxa moderadora aplicável", lê-se na portaria. 

Este regulamento tem por objectivo harmonizar os procedimentos inerentes à implementação e gestão do acesso à primeira consulta de especialidade hospitalar. 


Para tal, estabelece "um conjunto de regras que vinculam as instituições do SNS e os profissionais de saúde intervenientes no processo, articulando-os de forma criteriosa e transparente".

fonte:http://rr.sapo.pt/i

publicado por adm às 22:21 | comentar | favorito
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04
Mar 13

Três portugueses continuam na lista dos mais ricos do mundo

Mais de 1.400 nomes constam do ranking da “Forbes”. A angolana Isabel dos Santos é uma das novidades, entrando para o 736º lugar.

Na lista anual dos mais ricos do mundo, divulgada nesta segunda-feira pela revista norte-americana “Forbes”, continuam a marcar presença três portugueses: Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo. A tabela é liderada, pelo quarto ano consecutivo, pelo mexicano Carlos Slim.

Américo Amorim surge no lugar 316º este ano, o que representa uma perda de 74 posições face ao ano passado. De acordo com a "Forbes", o maior accionista da Galp Energia viu a sua fortuna cair de 4,4 mil milhões de dólares o ano passado para 4,1 mil milhões de dólares este ano.

Soares dos Santos continua a ser o segundo português mais rico. O dono da Jerónimo Martins surge em 458º lugar, com uma fortuna avaliada em 3 mil milhões de dólares, mais 500 mil dólares do que no ano passado -  subiu 33 posições no ranking dos mais ricos.

Mas a maior subida é de Belmiro de Azevedo, que surge agora no 1.024º lugar, conquistanto 129 posições face ao ano anterior. A "Forbes" avalia a fortuna do patrão da Sonae em 1,45 mil milhões de dólares, mais 450 mil dólares do que em 2012. 

Lista tem 1.426 nomes
O homem mais rico do mundo é o mexicano Carlos Slim, com a fortuna em telecomunicações avaliada em 73 mil milhões de dólares. Em segundo lugar permanece Bill Gates (67 mil milhões de dólares) e em terceiro o espanhol Amancio Ortega, do império Zara (57 mil milhões de dólares). 

A lista da “Forbes” regista 1.426 multimilionários, quase um terço dos quais provenientes dos Estados Unidos. O sudeste asiático contribui com 386 nomes, mais do que o conjunto dos países europeus (366). 

Mas há 210 caras novas a entrar neste ranking. Uma delas é Isabel dos Santos, filha do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com uma fortuna avaliada em 2 mil milhões de dólares, valor que a põe na 736º lugar e a torna na mulher mais rica do continente africano. 

A angolana detém participações em várias empresas em Angola e em Portugal, sendo o seu maior activo os 25% que detém na Unitel, uma das duas redes de comunicações de telefone em Angola. Em Portugal, a empresária detém quase 15% da Zon Multimédia e pouco menos de 20% do BPI.

fonte:http://rr.sapo.pt

publicado por adm às 21:04 | comentar | favorito
03
Mar 13
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Mar 13

Sara Moreira vence ouro nos 3 mil metros

A atleta portuguesa Sara Moreira conquistou hoje o primeiro lugar na final dos 3 mil metros de pista coberta, no campeonato europeu de Atletismo que decorre em Gotemburgo, na Suécia.

Com um tempo recorde de 8.58,50 minutos, a atleta lusa venceu a prova isolada. Dois segundos à frente da segunda classificada, a alemã Corinna Herrer. O terceiro lugar ficou para a irlandesa Fionnuala Britton.

A hoje consagrada campeã europeia já tinha conseguido a prata em 2009. E em 2011 não conseguiu um melhor resultado em Paris devido a um problema na inscrição.

Sara Moreira conquista assim um feito apenas conseguido por uma outra atleta portuguesa: Fernanda Ribeiro, em 1994 e 1996.

fonte:SOL

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01
Mar 13
01
Mar 13

Reformados com 4104 euros por ano podem ter de pagar IRS

Os reformados com pensões iguais ou superiores a 4104 euros anuais vão ter de entregar este ano declaração de IRS e alguns podem pagar imposto pela primeira vez, alerta a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas

"Podem ter de pagar, é uma questão muito complexa e até injusta, que resulta da decisão do Governo de aproximar as pessoas reformadas com as que estão no ativo. Deviam ter tido em atenção que os reformados têm mais encargos com a saúde e despesas, diferentes de quem tem boa saúde e boa capacidade de trabalho", disse à Lusa o bastonário da OTOC, Domingues Azevedo.

Pela primeira vez este ano, a dedução específica das pensões é equiparada à dedução dos rendimentos do trabalho dependente, baixando de 6 mil para 4104 euros, e tornando apenas isentos da obrigação declarativa os reformados que recebem menos de 4104 euros brutos por ano.

No caso dos pensionistas com reformas anuais acima dos 22500 euros, a dedução específica é ainda mais reduzida, ficando sujeita a tributação uma parte maior do seu rendimento.

fonte:http://www.jn.pt/P

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