28
Fev 13
28
Fev 13

20% das amostras de água contaminadas com bactéria que provoca pneumonia

Entre 2004 e 2007 foram confirmados 242 casos de Doença dos Legionários em Portugal

Vinte por cento das cerca de mil amostras de água provenientes de sistemas artificiais analisadas laboratorialmente revelaram a presença da bactéria Legionella, responsável pela Doença dos Legionários, segundo um estudo que recomenda programas de vigilância de pontos críticos.

O estudo "Prevalência de Legionella nos sistemas de água", publicado na última edição do Boletim Epidemiológico "Observações", do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, analisou 975 amostras provenientes de água para consumo humano (nomeadamente chuveiros), águas termais, águas industriais, de torres de refrigeração e de jacuzzi.

Das amostras de água analisadas entre janeiro de 2010 e junho do ano passado, 192 estavam contaminadas com Legionella, a bactéria responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infeção se transmite por via respiratória, através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.

Das 492 amostras de água de consumo humano, 138 (28%) eram positivas para a Legionella, enquanto das 144 provenientes das águas termais, nove (6,3%) deram resultado positivo.

Doze das 115 amostras de águas industriais revelaram a presença da bactéria, enquanto das 224 das águas de torres de refrigeração, 33 foram positivas (14,7%).

Em relação aos jacuzzis, apenas foram analisadas oito amostras, tendo três delas (37,5%) obtido resultado positivo.

Falta de controlo

Raquel Rodrigues, do Departamento de Saúde Ambiental do INSA e uma das autoras do estudo, considera que, perante estes resultados, "faz todo o sentido a preocupação que as autoridades de saúde dão a esta bactéria".

"Não se pode deixar de apostar na prevenção", disse à agência Lusa, defendendo que "os sistemas de água artificiais devem ser mantidos sob vigilância e controlo".

Em relação aos jacuzzis, a investigadora relembra que os gestores destes espaços podem apoiar-se nas guias e recomendações da responsabilidade da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Português da Qualidade (IPQ) sobre as medidas de prevenção.

O estudo chama a atenção para o facto de, "com exceção das águas termais e dos sistemas de refrigeração em edifícios, não existe legislação específica que obrigue à pesquisa de legionella".

Os autores defendem que "a vigilância de determinados edifícios ou locais considerados de maior risco, como lares de idosos, hospitais e outras instituições que prestam cuidados de saúde deveria ser obrigatória e efetuada em intervalos de tempo específicos, por entidades competentes para o efeito".

Dados da DGS indicam que entre 2004 e 2007 foram confirmados 242 casos de Doença dos Legionários em Portugal.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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27
Fev 13
27
Fev 13

Medicamentos têm novas regras a partir de amanhã

O preço dos medicamentos vendidos nas farmácias vai voltar a descer este ano, por via da comparação anual de preços com outros países de referência.

O decreto-lei que introduz novas regras no preço dos medicamentos vendidos nas farmácias foi publicado hoje em Diário da República e entra em vigor amanhã. O mesmo decreto, que foi aprovado em Conselho de Ministros no dia 3 de Janeiro, impõe ainda novas regras para os medicamentos utilizados nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Sempre que estes remédios não "não tenham sido objecto de avaliação prévia para efeitos de aquisição pelos hospitais do SNS", passam também a estar sujeitos à revisão anual do preço de referência, ou seja, o seu preço não poderá ser superior à média dos três países de referência com que Portugal se compara.

Os três novos países de referência para o ano de 2013 serão ainda publicados numa portaria posterior, mas tal como o Económico já Portugal deve vir a comparar preços com Espanha, Itália e Eslováquia.

Recorde-se que as contas do Executivo prevêem que as novas regras induzam um corte médio de 8% no preço dos medicamentos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:13 | comentar | favorito
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26
Fev 13
26
Fev 13

Deco quer unir consumidores de eletricidade para pagarem menos

A Deco vai lançar um desafio a todos os consumidores de eletricidade para que se juntem à associação de forma a contratualizar em conjunto o fornecimento de luz, tendo como objetivo reduzir os custos da fatura e estimular o mercado liberalizado.


A instituição, que lançou, esta segunda-feira, a campanha com o mote "juntos pagamos menos", pretende que os clientes de eletricidade adiram a esta iniciativa até 30 de abril, findo o qual a Deco fará um leilão pelo melhor preço junto dos operadores de mercado como a EDP, Galp, Endesa ou Iberdrola, entre outros.


Após estarem definidos os operadores vencedores por cada tarifário, os consumidores que aderiram à campanha passarão a ter as condições de preço resultantes do leilão que a Deco tem a expetativa de ser mais baixo do que as atuais tarifas oferecidas no mercado livre.

Segundo um comunicado da Deco, a intenção é "responder a uma preocupação crescente dos consumidores relativamente aos custos da eletricidade" e "promover um processo transparente e com provas dadas noutros mercados que visa fomentar a concorrência entre os vários fornecedores do mercado liberalizado".

Esta é uma ação "que visa reduzir a despesa mensal com a eletricidade", refere a Deco, mas, "para ter o maior sucesso possível, é essencial" que os consumidores façam a a sua adesão, de forma a que "quantos mais formos, maior o nosso poder de negociação junto dos fornecedores e a pressão para que nos proponham a tarifa mais baixa possível".

Com esta iniciativa, a associação de defesa dos consumidores espera também apresentar vantagens para os fornecedores de eletricidade como o "acesso a uma larga base de clientes com significativa redução dos custos de aquisição e comunicação".

Para realizar toda esta operação, a Deco associou-se a um consultor desta área, a PrizeWize, responsável pela plataforma 'online' e com experiência pelo processo noutros mercados.

O leilão está marcado para 2 de maio e será apurado o vencedor com o preço mais baixo nos vários tarifários.

Após a oferta, a partir de 15 de maio a Deco vai comunicar a todos os consumidores que participaram na ação qual o fornecedor vencedor e quanto poderão poupar com o novo contrato, sendo que só mudam se entenderem.

A Deco refere ainda que poderá vir a receber uma comissão por cada contrato assinado pelos consumidores junto do fornecedor que ganhar o leilão.

A acontecer, a associação indica que quer "privilegiar" os associados e só irá reter o valor dos não associados "para cobrir os custos administrativos, de organização, de publicidade, de gestão e o investimento em programas".

A instituição adianta que a "é a primeira vez que um leilão de eletricidade ocorre em Portugal, mas a experiência de países como a Alemanha, a Bélgica, a Holanda e a Inglaterra mostra que é uma forma de conseguir boas poupanças para os consumidores".

fonte:http://www.jn.pt/P


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21
Fev 13
21
Fev 13

Novos limites de velocidade e redução da taxa de álcool

As alterações ao Código da Estrada hoje aprovadas em Conselho de Ministros limitam a velocidade a 20 quilómetros por hora em algumas zonas residenciais e reduzem a taxa de álcool para condutores profissionais e recém-encartados.

Segundo a proposta de lei, a taxa de álcool vai ser reduzida para 0,2 gramas por litro de sangue para os condutores em regime probatório e de veículos de socorro ou de serviço urgente, de transportes colectivos de crianças, táxis, automóveis pesados de passageiros e de mercadorias perigosas.

Com esta alteração, estes condutores vão passar a ser multados quando apresentarem uma taxa de álcool igual ou superior a 0,2 gramas por litro de sangue.

As mexidas no Código da Estrada prevêem também a criação das “zonas residenciais de coexistência”, áreas partilhadas por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de trânsito, tais como limites reduzidos de velocidade, nomeadamente a velocidade máxima de 20 quilómetros por hora.

Entre as alterações estão igualmente a redução da altura das crianças que são seguras por sistemas de retenção, passando dos actuais 150 centímetros para os 135 centímetros, e a utilização de um reboque destinado ao transporte de bagagens nos táxis.

A proposta do Governo, hoje aprovada em Conselho de Ministros, preocupa-se com o reforço da segurança dos peões, ciclistas e pessoas com deficiência, além de procurar incentivar o uso da bicicleta.

Os condutores, que até agora tinham de moderar a velocidade junto das passadeiras, vão passar a abrandar também junto às ciclovias.

Nas zonas para bicicletas, os condutores vão passar a ceder passagem aos ciclistas e, à semelhança do actualmente determinado para as passadeiras de peões, vai passar a ser proibida a ultrapassagem nas ciclovias.

O novo Código da Estrada prevê também que as bicicletas deixem de dar prioridade aos veículos com motor.

Outra das alterações é a introdução de novas regras na colocação nas vias públicas, ou nas suas proximidades, de painéis, anúncios e cartazes, passando a ser interdita a sua afixação quando dificultarem a circulação de peões nos passeios.

Quando se fazem obras nos passeios, vai passar a ser obrigatória a sua sinalização, assim como o estabelecimento de uma passagem temporária para os peões.

Segundo o Governo, a proposta de lei de alteração ao Código da Estrada vai colmatar “inconstitucionalidades orgânicas, identificadas pelo Tribunal Constitucional” através da introdução de “alterações processuais, de forma a conferir maior celeridade à aplicação e à execução das sanções rodoviárias”.

fonte:Lusa/SOL

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20
Fev 13
20
Fev 13

Gaspar admite avançar com novas medidas de austeridade este ano

No Parlamento, ministro das Finanças disse acreditar que a Comissão Europeia vai propor o prolongamento, por um ano, do prazo concedido a Portugal para corrigir o défice orçamental.

O ministro das Finanças admite avançar já com medidas adicionais de austeridade no valor de 0,5% do PIB. A hipótese foi admitida por Vítor Gaspar esta quarta-feira no Parlamento, dois meses depois da entrada em vigor do Orçamento de Estado (OE) para 2013. 

“Será, em particular, avaliada a possibilidade de concretização das medidas contingentes de 0,5% do PIB, anunciadas já em Outubro de 2012. A composição destas medidas será uma combinação de poupanças em execução orçamental ao longo de 2013, com os efeitos das poupanças orçamentais estruturais e permanentes decorrentes do processo de reforma do Estado”, anunciou Vítor Gaspar.

Na comissão de Orçamento e Finanças, o ministro sublinhou o impacto negativo que as contas de 2012 vão ter este ano.

Por isso, no sétimo exame regular da “troika”, o Governo vai rever as perspectivas económicas. A recessão prevista será agora de 2% e não de 1%, como previsto no OE para 2013. 

“Neste momento, o meu julgamento provisório aponta para uma revisão em baixa da previsão da actividade económica da ordem de um ponto percentual. Naturalmente, a avaliação da situação e perspectivas económicas será um dos temas centrais do sétimo exame regular”, afirmou.

Vítor Gaspar diz ainda acreditar que a Comissão Europeia irá propor o prolongamento por um ano do prazo concedido a Portugal para corrigir o défice orçamental.

“É razoável conjecturar que a Comissão Europeia ponderará, em tempo oportuno, propor ao Conselho Ecofin o prolongamento, por um ano, do prazo concedido a Portugal para corrigir a situação de défice orçamental excessivo”, afirmou ainda o ministro das Finanças.

fonte:http://rr.sapo.pt/i


publicado por adm às 21:56 | comentar | favorito
17
Fev 13
17
Fev 13

Portugal constrói 75 mil casas na Argélia

Quatro empresas portuguesas assinaram hoje protocolos com a Argélia no valor total de mais de 4 mil milhões de euros para a construção de 75 mil habitações e importação de material de construção civil, disse o ministro da Economia e do Emprego.


Álvaro Santos Pereira está na Argélia desde sábado com uma comitiva de empresários portugueses para a formalização de acordos entre empresas portuguesas e argelinas com vista à construção de habitações naquele país do norte de África.

Em declarações à agência Lusa, o ministro da Economia e do Emprego adiantou que estes acordos são resultado de trabalho feito durante o último ano e revelou que os objetivos iniciais foram já ultrapassados. "Viemos para Argel já sabendo que havia pelo menos três protocolos que iam ser assinados entre empresas argelinas e empresas portuguesas que iam dar azo a 65 mil casas, mas as coisas estão a correr muito bem cá e, por isso mesmo, houve um reforço desse entendimento.  Neste momento já temos quatro protocolos, onde se prevê a construção de 75 mil casas", adiantou Álvaro Santos Pereira.

O ministro acrescenta  que em causa estão valores superiores a 4 mil milhões de euros, valor que poderá "chegar perto" dos 5 mil milhões de euros caso se consiga assinar outros dois protocolos, previstos para meados de março.

Os contratos assinados estão nas mãos de quatro construtoras portuguesas, estando previstos 20 mil fogos para o grupo Prebuild, que está igualmente envolvida na exportação de material de construção, 25 mil fogos para a empresa Paínhas, outros 20 mil para a Lena Construções e 10 mil para a Gabriel Couto.

Álvaro Santos Pereira explicou que para além da construção das habitações, está prevista a exportação de "muito" material de construção para a Argélia, entre equipamentos e conhecimentos técnicos. "Quando falamos em 75 mil casas, estamos a falar em mais exportações para o nosso país, em mais internacionalização de um setor que está em crise em Portugal, e estamos a falar em mais emprego", salientou o ministro, acrescentando que a construção das habitações na Argélia será feita também com mão-de-obra portuguesa.

O ministro disse ainda que acredita que esta parceria com a Argélia continuará a ser reforçada e que poderá ser alargada a outras empresas portuguesas. No setor da construção, além daquelas quatro empresas acompanham o ministro a Vallis e a RECER. Na comitiva seguem também representantes de empresas de outras áreas.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/no


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15
Fev 13

Asteroide de 45 metros de diâmetro "roçou" a Terra

Um asteroide de 45 metros de diâmetro - vigiado pela NASA - "roçou" a Terra esta sexta-feira sem fazer estragos, contrariamente ao meteorito que, no mesmo dia, caiu na Rússia e fez mais de 900 feridos

Com um peso aproximado de 135 mil toneladas e batizado como "2012 DA 14", o asteroide - que é um corpo do sistema solar composto por rocha, metais e vidro - passou a cerca de 27 mil quilómetros da Terra cerca das 19,25 horas TMG, indicou a agência espacial americana (NASA).

As imagens captadas por um telescópio e difundidas pela NASA mostraram um traço minúsculo branco deslocando-se no céu negro.

Tratou-se do maior asteroide a passar tão perto da Terra alguma vez detetado pelos cientistas, segundo revelou a NASA.

Se o asteroide tivesse colidido com a Terra, poderia ter destruído um grande aglomerado populacional.

Portanto, a sua passagem próximo da Terra, a uma distância inferior à de alguns satélites, não está relacionada com a queda de pedaços do meteorito na Rússia.

De acordo com Samuel Kounaves, professor do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins (no estado norte-americanos de Maryland), "não há conexão" entre os dois acontecimentos.

Os meteoritos, que são pedaços de asteroides, "caem na terra com frequência", recordou M. Kounaves, questionado à margem da conferência anual da Sociedade Americana para o Desenvolvimento Científico, reunida em Boston, nos EUA, até dia 18.

fonte:http://www.jn.pt/P

publicado por adm às 22:51 | comentar | favorito
15
Fev 13

Preços dos CTT vão aumentar em média 2,9% a partir de abril

Os preços dos serviços dos CTT vão aumentar, em média, 2,9% a partir de Abril, sendo esta a primeira actualização das tarifas desde 2010.

"A actualização traduz-se num aumento médio anual de 2,9% (dado que o tarifário se aplica apenas a nove meses de 2013, equivalente a uma variação de 3,7%, em termos pontuais), sendo esta a primeira mexida nos preços dos CTT desde 2010", referem os CTT - Correios de Portugal.

Segundo a empresa, "esta variação é bastante inferior à inflação verificada nos últimos três anos (cerca de 7%), sendo os preços dos serviços postais os que menos subiram na última década no universo das 'utilities' [empresas de serviços básicos] e transportes".

Por exemplo, o preço do selo do Correio Azul, até 20 gramas no formato normalizado, passa de 47 para 50 cêntimos, o primeiro aumento desde 2010.

O selo do Correio Normal, até 20 gramas normalizado, também sobre a primeira a atualização em três anos, de 32 para 36 cêntimos.

Os registos Simples sobem de 1,62 para 1,70 euros, enquanto os aumentos no Correio Verde oscilam entre cinco e 15 cêntimos.

"Tendo em conta que o consumo de produtos de correio é, na sua maioria (mais de 95%) efetuado pelas empresas, a atualização tem um impacto negligenciável na economia das famílias, uma vez que o gasto médio anual em selos das famílias portuguesas ronda os três euros", referem os CTT.

Os Correios adiantam que os expedidores nacionais de correio passam a beneficiar de uma diferenciação do preço por zonas, sendo que "com esta oferta, muito flexível, os Correios terão sempre a solução mais adequada a cada um dos seus clientes".

Os CTT são uma das empresas a ser privatizada, estão presentes em Espanha e Moçambique e empregam 12.956 pessoas.

fonte:http://economico.sapo.pt/no

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14
Fev 13

Fisco pede ajuda aos contribuintes para avaliar casas

Centenas de contribuintes têm pedido às câmaras municipais os elementos exigidos pelas Finanças.

O Fisco está a enviar cartas aos contribuintes para que apresentem nos serviços de Finanças documentos relativos às casas que detêm. O pedido é feito no âmbito do processo de avaliação geral do património que vai actualizar o valor do IMI e que tem de estar concluído até ao final de Março.


De acordo com as notificações que estão a ser enviadas e a que o Diário Económico teve acesso, os proprietários terão de se deslocar ou enviar nos dez dias seguintes à recepção da carta ao serviço de Finanças a documentação pedida. Esta inclui a planta de localização, com a indicação do local do prédio, a idade do mesmo e a planta de arquitectura. Em alternativa podem também apresentar o número do processo de obras, o desenho da estrutura da área edificada e outros elementos considerados necessários para a avaliação do imóvel.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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14
Fev 13

Renault admite transferir para França parte da produção da fábrica de Cacia

A Renault admite transferir para França parte da produção de caixas de velocidade feita em Cacia, Aveiro, no âmbito da restruturação das suas fábricas francesas.

A questão tem estado em cima da mesa das negociações entre o grupo Renault e os sindicatos franceses, no âmbito do compromisso de relançar as unidades industriais em França.

O objetivo da mudança de produção das caixas J, que equipam o modelo Clio, é revitalizar a fábrica de Cleon, França, confirmou à Lusa Francisco Costa, da comissão de trabalhadores da fábrica CACIA, que teve conhecimento dessa possibilidade através de informações internas, mas não oficiais.

"É a transferência de alguma produção e não da totalidade. O assunto ainda não foi transmitido localmente em Cacia pela administração, pelo que não vou comentar enquanto o diretor não fizer uma reunião com a Comissão de Trabalhadores para transmitir o que se está a passar", disse à Lusa Francisco Costa.

Aquele representante dos trabalhadores considera prematuro tomar qualquer posição, porquanto não se sabe ainda que números estão em causa: "Pode ser uma transferência elevada como pode não ser. Não fazemos ideia, pelo que convém esperar e procurar o mais rapidamente possível saber o que se está a passar".

A fábrica CACIA produz caixas de velocidade e componentes para motores, mas o maior volume de faturação respeita à produção de caixas de velocidade.

Segundo Francisco Costa, a fábrica mantém um elevado ritmo de produção, considerando mesmo que no atual contexto de crise, "a fábrica de Cacia é um oásis no País, com produções muito elevadas".

A comissão de trabalhadores aguarda que sejam revelados em concreto os valores a transferir para França, admitindo que possa "não ser muito relevante para Cacia e que a produção possa ser transferida sem afetar a fábrica" portuguesa.

fonte.http://economico.sapo.pt/n

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