04
Jan 13
04
Jan 13

Energia: quem dificultar saída de clientes será multado

Contra-ordenação grave dará direito a multa que pode ir até aos 5% do volume de negócios do operador ou comercializador no mercado energético

Com a liberalização do mercado energético, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos terá o poder de multar os operadores que dificultem a saída de clientes para outras empresas, escreve esta sexta-feira o «Jornal de Negócios».

Passará a ser uma contra-ordenação grave a «criação de obstáculos ou dificuldades» no processo de mudança de cliente entre operadores ou comercializadores no mercado energético. Segundo o «Negócios», as multas podem ir até aos 5% do volume de negócios do infrator.

O aumento de poderes da ERSE começa já em este mês e pretende acompanhar o processo de liberalização do mercado regulado de energia.

Além da mudança de operador, e das dificuldades que os clientes possam sentir, a ERSE está também atenta - e punirá como contra-ordenação grave - a quem recusar apresentar tarifários a qualquer cliente que os exija.

Contudo, e numa das regras impostas pela ERSE, o «Negócios» avança na sua edição de hoje que os comercializadores do mercado privado estão já a prevaricar, ao celebrar contratos de fidelização por um ano, quando é possível, segundo a entidade, alterar de empresa operadora em qualquer momento.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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03
Jan 13

Queda nas vendas de carros "fechou" 2500 empresas e deixou 21 mil sem trabalho

O secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) afirmou hoje que encerraram 2.500 empresas do sector em 2012, correspondendo a despedimentos na ordem das 21 mil pessoas, confirmando assim as estimativas avançadas há um ano.

Hélder Pedro disse que a ACAP "tem indicações que vêm confirmar o encerramento de 2.500 empresas durante o ano passado entre oficinas de reparação, concessionários e produção de automóveis", numa altura em que a associação anunciou que as vendas de carros caíram para valores de 1985 ao fecharem 2012 com 95.290 automóveis ligeiros de passageiros colocados no mercado.

"Para além do setor da reparação automóvel, um dos mais afetados, houve concessionários e marcas a realizarem despedimentos coletivos", acrescentou o secretário-geral da ACAP, sublinhando a queda de 40,9% nas vendas de carros em 2012 devido a uma diminuição do rendimento das famílias em Portugal.

Hélder Pedro referiu que para este ano "ainda não é possível dar um valor percentual, mas a indicação é de uma nova queda nas vendas", até porque o Governo não cedeu na proposta da ACAP de voltar a ser inscrito no Orçamento do Estado para 2013 um incentivo ao abate de automóveis em fim de vida.

"O Governo não deu qualquer importância à nossa proposta", disse Hélder Pedro, sublinhando que foi uma opção política que "não pode ser desculpável com imposições da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu)".

O responsável da ACAP frisou que a associação esteve reunida com a 'troika' e que lhes foi comunicado que o incentivo ao abate para carros no fim de vida "era uma matéria de opção política do Governo".

A compra de carros em Portugal caiu mais de 2,3 mil milhões de euros em dois anos, fruto de uma redução abrupta no consumo interno e devido à austeridade imposta pela assistência da 'troika' ao país.

Segundo dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), em 2011 e 2012 o mercado automóvel 'perdeu' vendas de 128 mil automóveis novos.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de importação de carros e seus componentes vão de encontro à situação do setor, com uma quebra de 1,2 mil milhões de euros de janeiro a setembro relativamente ao mesmo período do ano passado, menos 27,6%.

O INE refere que, no período em análise, as importações de automóveis passaram de 4.331 milhões de euros em 2011 para 3.139 milhões de euros até setembro deste ano. Por exemplo, a compra de carros à Alemanha e França, os dois principais mercados (Volkswagen, Audi, Opel, Mercedes, BMW, Renault, Peugeot, Citroën), caíram 28,3% entre janeiro e setembro para os 1.541 milhões de euros, menos 607 milhões do que em 2011.

A Alemanha foi a mais penalizada com as importações a diminuírem 422 milhões de euros e a França registou uma queda de 185 milhões de euros.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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Suíça é o melhor país do mundo para se nascer em 2013

Portugal ocupa a 30ª posição no ranking.

A Suíça é o melhor lugar do mundo para se nascer. A conclusão é da revista 'The Economist' tendo em conta 11 indicadores socioeconómicos.

De acordo com o estudo, a Nigéria é o pior lugar onde uma pessoa poderia vir ao mundo em 2013. Os Estados Unidos, que lideravam o ranking num estudo semelhante em 1988, dividem agora a 16ª posição com a Alemanha.

Atrás da Suíça, que subiu 12 posições desde o último estudo, está a Austrália em segundo lugar, seguida pela Noruega, Suécia, Dinamarca, Singapura, Nova Zelândia, Holanda, Canadá e Hong Kong. O Brasil ocupa a 37ª posição.

Países com pequenas economias dominam as 10 primeiras posições ranking, e metade destes são europeus, mas apenas um faz parte da zona euro, a Holanda, que ocupa o oitavo lugar.

Assolados por uma grave crise económica, a Espanha encontra-se em 28º lugar, Portugal em 30º e a Grécia em 34º.

A The Economist analisou o nível de alfabetização, a expectativa de vida e o respeito pelos direitos humanos, entre outros indicadores.

Top 10 do ranking

 Suíça
 Austrália
 Noruega
4º Suécia
 Dinamarca
 Singapura
 Nova Zelândia
 Holanda
 Canadá
10º Hong Kong

Fonte: http://economico.sapo.pt/

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Segurança Social: dívidas passam a dar prisão

Trabalhadores independentes com dívidas acima de 3.500 euros incorrem numa fraude. Limite para as empresas é de 3,6 milhões

As pessoas singulares com dívidas à Segurança Social acima de 3.500 euros podem ser consideradas fraude e resultar numa pena de prisão até três anos ou numa multa até 180 mil euros, de acordo com a edição desta quinta-feira do jornal «i». 

Também no caso das empresas as dívidas à Segurança Social serão consideradas fraude no caso de o seu montante ser superior a 3,6 milhões de euros.

As novas regras resultam das alterações do Governo ao Orçamento do Estado para 2013 que baixam o limite da dívida - até agora de 7.500 euros.

O objetivo é evitar que as empresas não paguem as prestações assim como penalizar os trabalhadores independentes, em especial os chamados falsos recibos verdes.

A medida não tem efeitos retroativos. Em 2012 houve cerca de 100 mil cobranças coercivas a trabalhadores independentes.

A dívida atual dos trabalhadores à Segurança Social é de 474 milhões de euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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Consumo de eletricidade cai 3,6% e recua para valores de 2006

2012 foi o segundo ano consecutivo de redução dos consumos, que acumulam já uma quebra de 6% face ao máximo ocorrido em 2010

O consumo de energia elétrica baixou 3,6% em 2012, recuando para valores de 2006, num ano marcado pela quebra da produção hidroelétrica e um crescimento da produção eólica e da importação de eletricidade.

Segundo os dados da REN - Rede Energética Nacional, em 2012, o consumo de energia elétrica totalizou 49.1 Terawatt por hora (TWh), contraindo 3,6% com a correção dos efeitos de temperatura e do número de dias úteis, tendo nos últimos meses do ano existido algum abrandamento no ritmo de redução.

O ano de 2012 foi o segundo consecutivo de redução dos consumos que acumulam já uma quebra de 6% face ao máximo ocorrido em 2010 e situando-se agora ao nível de 2006.

Apesar de alguma melhoria no final do ano, as afluências aos aproveitamentos hidroelétricos ficaram a 48% dos valores considerados normais, tendo assegurado apenas 11% do consumo de energia elétrica.

Em contrapartida, a produção de energia eólica aumentou 11% em 2012, tendo abastecido 20% do consumo.

No conjunto, a produção de origem renovável correspondeu a 37% do consumo, abaixo dos 45% registados em 2011, que teve condições hidrológicas mais próximas dos valores normais.

As centrais térmicas a carvão e gás natural abasteceram 47% do consumo enquanto as importações asseguraram os restantes 16%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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03
Jan 13

Multibanco: compras e levantamentos caíram neste Natal

Menos 267 milhões de euros no montante total movimentado em dezembro

Sinal da crise, os levantamentos de dinheiro e o pagamento de compras com cartão diminuíram em dezembro de 2012 face a 2011.

De acordo com os dados oficiais, conhecidos esta quinta-feira, o número de compras foi inferior em 8,5% face ao mesmo período em 2011 e o montante total movimentado também registou uma quebra de 6,8%. Apenas o valor médio por compra subiu 1,9% (para 42 euros).

No caso dos levantamentos, o número de operações apresentou um aumento residual (0,3%), mas o montante levantado reduziu em 2,2% e o valor médio reduziu em 2,6%.

Globalmente verificou-se um decréscimo de 267 milhões de euros no montante total movimentado em Dezembro de 2012 na Rede Multibanco, uma redução de cerca de 5% face a igual período em 2011. Em dezembro foram movimentados 5.410 milhões de euros em levantamentos e compras na Rede Multibanco, ou seja, cerca de 174,5 milhões de euros transacionados por dia e 3,4 milhões de operações por dia.

Menos estabelecimentos aceitam cartão

As compras efetuadas no comércio a retalho representam cerca de 1/3 do total de compras efetuadas nos terminais de pagamento da Rede Multibanco e perfazem mais de 1.122 milhões de euros. As compras efetuadas nestes estabelecimentos reduziram 4,5% em valor.

As compras efetuadas nos supermercados e hipermercados, no montante de cerca de 790 milhões de euros, reduziram 5% em valor.

«As alterações verificadas em 2012 na aceitação de cartões de pagamento, estarão, mesmo que marginalmente, a empolar a queda do número de compras, a sobredimensionar o crescimento do número de levantamentos e a rebaixar o seu valor», refere a Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), que gere a Rede Multibanco.

Aos sábados gasta-se mais

Verificou-se uma maior concentração de compras aos sábados, com mais de 2.2 milhões de operações registadas por dia e Lisboa é o distrito com mais levantamentos e compras, seguido do Porto e de Setúbal. Estes 3 distritos representam mais de metade das operações realizadas na Rede Multibanco.

Os carregamentos de telemóvel desceram 9% em número e 6% em valor total, mas o valor médio por carregamento aumentou cerca de 3%. 

Foram realizadas cerca de 900 mil compras com cartão na Internet, num valor de 62 milhões de euros. 

O mês de dezembro fica também marcado pelo dia em que foram feitos levantamentos recorde na Rede de Caixas Automáticos Multibanco: foi na sexta-feira, 21 de dezembro, quando foram registados 1,8 milhões de levantamentos no valor de cerca de 137 milhões de euros. O valor médio dos levantamentos neste dia alcançou os 75 euros. 

Já o dia com mais compras na Rede de Terminais de Pagamento Automático Multibanco foi no sábado, 22 de dezembro, quando foram registadas 3,5 milhões de compras no valor de cerca de 153 milhões de euros. O valor médio das compras neste dia alcançou os 44 euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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02
Jan 13

Cartas de condução têm novas regras

Os novos condutores de automóveis ligeiros e de motas vão passar a renovar a carta de condução aos 30 anos e os motoristas de pesados passam a fazê-lo aos 25 anos, segundo as regras que entram em vigor esta quarta-feira.


O novo regulamento da habilitação legal para conduzir estabelece que a revalidação da carta de condução se inicia aos 30 anos para os condutores de ciclomotores, motociclos e ligeiros e aos 25 anos para as restantes categorias.

Segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), os condutores de automóveis ligeiros e de motas vão ter de revalidar o título de 10 em 10 anos até aos 60 anos de idade, passando o tempo a ser encurtado para cinco anos e, depois, para dois anos a partir dos 70 anos de idade.

Para os motoristas de pesados, os prazos de revalidação são sempre de cinco anos até aos 65 anos de idade, sendo esta a idade limite para conduzir este tipo de veículos.

O IMTT esclarece que os novos prazos de validade só são aplicáveis para as cartas emitidas após o dia de hoje, mantendo-se os títulos anteriores a 2013 com a validade que consta na carta atual.

As novas regras indicam que a revalidação é meramente administrativa aos 30 e 40 anos para os condutores de ligeiros e aos 25 anos para os motoristas de pesados.

O exame médico mantém-se obrigatório para a revalidação da carta a partir dos 50 anos para as categorias de ciclomotores, motociclos e ligeiros, enquanto para as restantes categorias é a partir dos 25 anos.

O novo regulamento exige igualmente um "maior rigor na avaliação da aptidão física e mental", tornando-se "mais exigentes no que respeita às condições de visão, diabetes e epilepsia".

 

fonte-http://www.jn.pt/


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02
Jan 13

Venda de carros afunda para valores de 1985

Pior ano em quase três décadas atinge segmentos ligeiro e comercial

O mercado automóvel teve em 2012 o seu pior ano em quase três décadas. Foram vendidos apenas 95.290 carros em Portugal, menos 38 por cento do que em 2011.

Os dados são da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) que destaca que é preciso recuar a 1985 para encontrar um mercado inferior (93.013) ao deste ano.

Em dezembro, venderam-se em Portugal 6.342 automóveis ligeiros, menos 44% do que no mesmo mês de 2011, altura em que o mercado tinha registado uma quebra homóloga de 60%, cita a Lusa.

No segmento comercial, a evolução em dezembro foi igualmente negativa: as vendas caíram 57% para um total de 2.376 veículos comerciais vendidos. No acumulado do ano foram vendidas 16.009 unidades (-54,2% do que em 2011).

Quanto ao mercado de pesados, foram vendidos 140 veículos em dezembro, 21% acima do mesmo mês de 2011 e 2.112 unidades ao longo de todo o ano (-30% em termos homólogos).

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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01
Jan 13

Energia: três anos para optar pelo mercado liberalizado

Luz sobe 2,8 por cento e gás aumenta 2,5 por cento. Valor será revisto trimestralmente

A eletricidade vai subir 2,8 por cento e o gás vai aumentar 2,5 por cento a partir de janeiro, valor que será revisto trimestralmente até ao final de 2015, prazo limite para as famílias portuguesas escolherem um operador no mercado liberalizado.

O aumento de 2,8% nas tarifas de venda a clientes finais para 2013 é de 1,24 euros, para uma fatura média mensal de 47 euro, abrangendo a maioria das famílias portuguesas, cerca de 5,6 milhões de consumidores.

Já as tarifas transitórias do gás para os consumidores domésticos e pequenas empresas, com consumos até 10 mil metros cúbicos, que se encontram no mercado regulado, sofrem um acréscimo de 2,5% a partir de 1 de janeiro de 2013.

O regulador do mercado energético (ERSE) vai apresentar tarifas transitórias no gás e na eletricidade de três em três meses até ao dia 31 de dezembro de 2015, altura em que o mercado ficará totalmente liberalizado e em que os consumidores terão de escolher o seu fornecedor de energia.

Os tarifários da ERSE servem de referência a todos os comercializadores do mercado liberalizado, onde se posicionam a EDP, Galp, Endesa, Gas Natural Fenosa e Iberdrola.

O Governo já demonstrou a intenção de criar um preço de referência para a luz e gás mesmo após o fim das tarifas reguladas, a partir de 2015, de forma a travar possíveis aumentos de preços desproporcionados.

As famílias portuguesas, a partir de janeiro, se assim o pretenderem, deixarão de ter faturas da luz e do gás com tarifas impostas pelo Estado e poderão escolher os preços das várias empresas que estão no mercado livre.

Esta viragem, por imposição do memorando assinado por Portugal com a troika, irá fazer com que mais de 4,7 milhões de consumidores de eletricidade e 1,1 milhões de gás sejam obrigados a transitarem para o mercado até 31 de dezembro de 2015.

A transição dos atuais consumidores de preços regulados pelo Estado para o mercado livre - que não é obrigatória durante os próximos três anos -, deve, no entanto, ser ponderada tendo em conta as alterações sucessivas que a ERSE irá fazer de três em três meses nos preços da luz e do gás, a chamada tarifa transitória.

A juntar a isto, os operadores de mercado livre, entre os quais os atuais incumbentes (a EDP na eletricidade e a Galp no gás) estão já a preparar terreno para conseguirem convencer os consumidores a manterem-se como seus clientes e, ao mesmo tempo, a tentar roubar aos outros, oferecendo descontos e campanhas especiais.

A EDP, por exemplo, está a oferecer descontos na luz e no gás numa fatura comum, de forma a conseguir atuais clientes de gás da tarifa regulada da Galp, enquanto que a petrolífera oferece também uma fatura comum para atrair consumidores de eletricidade que estão neste momento como clientes da EDP com preços regulados.

guerra pela conquista de clientes que vão ficar órfãos do mercado regulado vai prolongar-se até final de 2015. No entanto, já este ano se assistiu ao que se avizinha para 2013, com a EDP e a Galp a protagonizarem esta batalha, tendo comointrusos as espanholas Endesa e Iberdrola.

Por enquanto, as empresas a atuar no mercado livre dizem que não têm grande espaço de manobra para fazer melhores ofertas aos clientes do mercado regulado porque o aumento de preços do gás e da luz até março apenas acompanham a inflação e não refletem o verdadeiro custo da energia, o que torna as tarifas livres menos atrativas.

Para os consumidores que optem pelo mercado livre, a ERSE tem vindo a alertar para vários aspetos a ter em conta, como, por exemplo, a gratuitidade da mudança de comercializador, mantendo o mesmo contador, ou seja, o cliente que fizer a transição terá basicamente de assinar um contrato deixando para o novo operador o tratamento burocrático sem quaisquer custos.


fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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01
Jan 13

Gás e luz devem subir mais «para estimular concorrência»

A Endesa, empresa que atua no mercado livre de energia, defende que o aumento da eletricidade e do gás para o primeiro trimestre de 2013 não estimula a concorrência, fazendo depender a evolução do mercado liberalizado das próximas atualizações tarifárias.

O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, disse à Lusa que o ajustamento das tarifas transitórias para os clientes domésticos, definido para o primeiro trimestre, «não é estimulante para criar um mercado vivo em termos de agressividade dos comercializadores».

«Tudo vai depender dos ajustamentos que vão ocorrer a partir de agora trimestralmente e que efetivamente tornem a tarifa regulada dissuasória para as pessoas irem procurar ofertas melhores em termos de preço e de serviço», afirmou Nuno Ribeiro da Silva.

A eletricidade vai subir 2,8% e o gás vai aumentar 2,5% a partir de janeiro, valor que será revisto trimestralmente até ao final de 2015, altura em que o mercado ficará totalmente liberalizado.

Em declarações à Lusa, Ribeiro da Silva recordou que «a entidade reguladora (ERSE) está obrigada pela troika a acelerar o processo de liberalização».

Segundo o gestor, «no mercado da eletricidade, nos segmentos de média tensão e alta tensão a concorrência existe», ao contrário do segmento doméstico, em que «a correção da tarifa é manifestamente insuficiente para acelerar a concorrência».

Também no caso do gás, acrescentou, «os ajustes que se verificaram são pequenos para começar a haver alguma concorrência no mercado, que neste momento não existe, à exceção de alguns segmentos de grandes consumidores».

«É necessário que haja ajustes tarifários bem superiores», declarou, reconhecendo «a dificuldade de fazer acertos nos preços mais altos».

Nesse contexto, defendeu, a implementação de medidas que se refletem nos custos para os novos operadores de gás para que o mercado se torne mais competitivo e não fique confinado ao incumbente (Galp Energia).

«Há aspetos como mudanças regulatórias nas regras de funcionamento que permitem diminuir custos aos operadores de gás, permitindo baixar os custos».

«Talvez tenha mais reflexo para levar a que haja mais mercado do que propriamente a questão das tarifas».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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