31
Ago 12

Portagens: sistema para estrangeiros com 100 mil adesões

O novo sistema de pagamento de portagens eletrónicas para veículos de matrícula estrangeira, nas antigas SCUT, denominado EasyToll, registou 100 mil adesões em apenas dois meses de implementação.

Segundo informou esta sexta-feira à agência Lusa fonte da Estradas de Portugal (EP), entre 1 de julho e 31 de agosto este sistema recebeu 100 mil adesões, através dos quatro pontos instalados junto à fronteira com Espanha.

Com o sistema EasyToll é possível aos condutores de veículos com matrícula estrangeira associar essa matrícula a um cartão bancário, apenas pela sua passagem, sendo válido pelo período de um mês e as passagens debitadas nessa conta.

«São números que demonstram tratar-se de uma solução que vai ao encontro das necessidades tanto para turistas que nos visitam como para os emigrantes que regressam em férias ao nosso país e que, assim, de uma forma mais simples cómoda e segura, podem facilmente circular nas autoestradas com portagens eletrónicas», explicou fonte da EP.

Estas 100 mil adesões ao sistema distanciam-se das 22 mil registadas entre janeiro e junho, no modelo de pré-pagamento anteriormente disponível para viaturas de matrícula estrangeira.

Entre julho e agosto foram registadas 33.000 adesões na A22 (Vila Real de Santo António), cerca de 22.500 na A24 (Chaves) e mais de 39.900 na A25 (Vilar Formoso).

Este sistema funciona ainda em Vila Nova de Cerveira, junto à Estrada Nacional 13, pouco antes da entrada na A28, aonde foram registadas 4.600 adesões desde 1 de julho.

A A25, principal porta de entrada no país dos emigrantes que regressam para as habituais férias de verão, foi a que registou maior movimento neste sistema e apenas num dia, a 4 de agosto, contabilizou 2.609 adesões.

Na A24, no mesmo dia de agosto, foram contabilizadas 1.547 adesões enquanto que no Algarve o acesso à A22 com este modelo de cobrança registou, igualmente a 4 de agosto, 1.547 adesões.

Na EN13, em Vila Nova de Cerveira, o dia 15 de agosto foi o de maior movimento no acesso a este sistema, com 230 adesões.

fonte:www.agenciafinanceira.iol.pt

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Ponto Fresco e Cash & Carry: mil com salários em atraso

Mil trabalhadores do grupo que detém a cadeia de supermercados Ponto Fresco e Cash & Carry estão com salários e subsídios de Natal e de férias em atraso e pediram a insolvência das empresas, disse esta sexta-feira fonte sindical.

«Na semana passada, foram pagos 15 dias de maio, mas continuam em atraso os salários de junho, julho e agosto e metade de maio e os subsídios de Natal de 2011 e o de férias deste ano», afirmou à agência Lusa Maria de Jesus Neto, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

Contactado pela Lusa, o grupo não prestou ainda quaisquer esclarecimentos.

A dirigente sindical adiantou que «a maioria dos trabalhadores têm tido grande compreensão e feito um grande esforço para manterem os seus postos de trabalhos e se manterem nos seus locais de trabalho, mas não aguentam ficar com muitos mais salários em atraso».

Neste sentido, já houve trabalhadores a suspender os contratos de trabalho e outros a rescindir, para conseguirem acionar o subsídio de desemprego uma vez que as empresas não lhes apresentaram qualquer plano de pagamento das dívidas.

Por outro lado, algumas lojas Ponto Fresco e Cash & Carry espalhadas pelo país já encerraram e despediram os respetivos funcionários, tais como Leiria, Lisboa, Setúbal e Torres Vedras.

Para acautelar os seus direitos, vários trabalhadores avançaram a 10 de agosto com um pedido de insolvência das empresas, o qual deu entrada no Tribunal do Comércio de Lisboa.

Por seu lado, o grupo apresentou a 25 de agosto um Plano Especial de Revitalização a requerer a viabilidade e a recuperação das empresas CTV On-line e Ponto Fresco, decisão judicial que é aguardada pelos trabalhadores.

Em nota de imprensa enviada à Lusa, o grupo empresarial esclareceu que «existem condições para a revitalização empresarial preconizada e que o plano de reestruturação permitiria voltar a ser operadores relevantes no mercado e permitira gerar mais de 80 milhões de euros de lucro».

A situação financeira piorou, em 2010, com a saída de uma sociedade angolana, cujos negócios representavam mais de metade da atividade global das atividades grossistas e retalhistas do grupo.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Administração da RTP demite-se, Governo aceita

O Conselho de Administração da RTP demitiu-se esta sexta-feira. O pedido de demissão foi apresentado ao Governo, numa reunião com o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e foi aceite. 

Miguel Relvas chegou de uma visita a Timor-Leste e convocou a administração da estação pública para uma reunião.

Depois, num comunicado de apenas três linhas, o gabinete de Miguel Relvas informou que «o Conselho de Administração da RTP S.A apresentou hoje o pedido de demissão de funções ao Governo, numa reunião com o Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, pedido esse que foi aceite».

TVI sabe que o Governo quer nomear um novo conselho de administração o mais breve possível. 

Funcionários pedem demissão de Relvas

A Comissão de Trabalhadores da RTP não lamenta esta demissão, mas acusa Miguel Relvas de querer 
«voltar a mandar» 
na estação pública. Para além disso, exigem que também o ministro se demita e que a próxima administração seja nomeada pelo Parlamento.

O presidente da RTP, Guilherme Costa, estava à frente da estação pública desde janeiro de 2008 e tinha sido reconduzido por Miguel Relvas em janeiro deste ano.

Relvas diz que houve «falta de solidariedade»

Esta decisão da admnistração da RTP ocorre numa altura em que estão abertas hostilidades entre a estação pública e o Governo, a propósito do modelo de concessão da RTP1 a privados e a extinção da RTP2. A administração estava contra este modelo e divulgou um comunicado a assumi-lo.

Ao que a TVI apurou, Miguel Relvas disse que a divulgação desse comunicado foi uma «falta de solidariedade» por parte dos administradores e, por isso, aceitou o pedido de demissão.

Rota de colisão sobre futuro da RTP

Esta semana, foi noticiado que a estação pública prevê que sejam necessários 80 milhões de euros vindos do Orçamento do Estado para 2013, caso não se cumpra o plano de sustentabilidade financeira aprovado pelo Governo.

A empresa inscreveu esse valor no documento que entregou às Finanças, devido à incerteza sobre o futuro do serviço público e devido ao facto de o Governo ainda não ter cumprido com o acordado no plano que prevê, entre outras medidas, o fecho de um canal e a autonomização da RTP Madeira e Açores - e não este modelo de concessão e extinção anunciado por António Borges numa entrevista à TVI.

À Direção-geral do Orçamento, a RTP explicou que, se tudo for cumprido, os custos para 2013 podem atingir os 180 milhões de euros, o que significa que não seria necessário dinheiro do Orçamento do Estado, ficando a bastar a taxa do audiovisual e as receitas publicitárias.

Fonte ligada ao processo garantiu ontem à TVI que o ministério de Miguel Relvas foi apanhado de surpresa com este valor orçamentado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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31
Ago 12

Portagens: Via do Infante perde mais de metade das viaturas

Circularam pouco mais de 7.700 viaturas no segundo trimestre


A Via do Infante, no Algarve, registou no segundo trimestre deste ano uma quebra no tráfego médio diário (TMD) superior a 52% em relação ao mesmo período de 2011, recebendo agora pouco mais de 7.700 viaturas.

Os números constam do mais recente relatório elaborado pelo Instituto Nacional das Infraestruturas Rodoviárias (INIR) sobre a utilização das autoestradas nacionais no segundo trimestre de 2012 e indicam que a maior queda foi registada na Via do Infante ou A22, cita a Lusa.

A Via do Infante contabilizou, assim, uma quebra média de 52,2%, com um TMD de 7.760 viaturas, quando um ano antes a média diária era de 16.200.

No mesmo período, a concessão Interior Norte (A24) registou uma quebra de 37,5%, com um TMD de 4.115 viaturas, seguida da concessão Beira Interior (A23), com menos 37,3% no movimento diário e um TMD atual de 6.190 viaturas.

Já a concessão da Beira Litoral (A25) viu o tráfego cair 26,4%, também em comparação ao segundo trimestre do ano passado, cifrando-se agora num TMD de 8.865 viaturas.

Estas quatro concessões, antigas SCUT (sem custos para o utilizador) e que passaram a ser portajadas em dezembro de 2011, lideram as quebras na circulação média nas autoestradas nacionais.

Este relatório já representa os primeiros efeitos, em período de verão, da introdução de portagens nestas concessões, abrangendo, além de abril e maio, a totalidade do mês de junho.

Na globalidade das 16 concessões nacionais avaliadas neste relatório, o INIR concluiu haver uma quebra média de 17%, numa utilização média diária que passou a cifrar-se em 14.360 viaturas.

Nas três antigas SCUT do Norte que receberam portagens em outubro de 2010, as quebras continuam a acentuar-se em todas, segundo o mesmo relatório.

Assim, na concessão Norte Litoral a quebra foi de 8,5%, em relação ao segundo trimestre de 2011, com um TMD de 19.838 viaturas, e na concessão Costa de Prata a redução atingiu os 6,2 por cento, com 20.116 viaturas diárias atualmente.

Nas autoestradas que integram a concessão do Grande Porto a redução cifrou-se em 7,1% e há agora um movimento diário de 20.951 viaturas.

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30
Ago 12

Dia sem cartões: restaurantes têm dúvidas

Proprietários ainda não estão convencidos da eficácia do protesto, mas os clientes estão solidários e prometem só pagar em dinheiro

Dia 25 de setembro será um «dia sem cartões» nos restaurantes. Os clientes parecem solidários com a iniciativa, mas os proprietários têm muitas dúvidas sobre a eficácia do protesto.

A iniciativa é do Movimento Nacional de Empresários da Restauração, criado este mês no Porto, que, em carta enviada ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, faz «um apelo dramático e urgente para salvar o setor da restauração da falência», acrescentando que com o IVA nos 23 por cento é «impossível cumprir e honrar» os compromissos, convocando, por isso, «o dia sem Terminal de Pagamento Automático (TPA) na restauração».

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Crise? Onde os portugueses gastam mais dinheiro

Alimentação e combustíveis são os que mais pesam na carteira. Mas há um luxo que portugueses não dispensam: consumo de tablets disparou

A vida está mais cara. Os preços aumentaram, o poder de compra caiu e os portugueses tiveram de aprender a fazer (ainda mais) contas à vida. O consumo de bens não alimentares recuou mais de 4% entre abril e junho, face ao mesmo período do ano passado, reflexo de fortes cortes na compra de roupa, medicamentos não sujeitos a receita médica, livros, consolas, combustíveis ou produtos de papelaria. Mas há uma exceção: o consumo de tablets mais do que duplicou.

Num cenário crítico, com este tipo de bens a sofrer uma quebra de 13,5% nas vendas, a compra de tablets disparou 145% no segundo trimestre, em comparação com 2011, de acordo com o Barómetro da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), divulgado esta quarta-feira.

No total, os portugueses dedicaram 116 milhões de euros para compras em informática, apesar dos preços destes produtos terem aumentado 9,7%, em comparação com junho do ano passado.

De resto, a queda foi generalizada. No total, o consumo de bens não alimentares caiu 4,2%, para 1,82 mil milhões de euros, com o maior corte a verificar-se na compra de produtos de entretenimento (livros, DVD, consolas, software) e papelaria, onde a quebra foi de 13,6% face ao homólogo de 2011. 

Segue-se a compra de vestuário (caiu 6,5%), de combustíveis (-3%), de bens de equipamento (que inclui não só produtos de informática, mas também eletrónica, eletrodomésticos e telecomunicações - recuou 2,8%) e medicamentos não não sujeitos a receita médica (-2,4%).

Sinal vermelho ainda para os bens de equipamento de linha branca, com destaque para as máquinas de lavar louça, roupa e frigoríficos, cujas vendas derraparam 17,3%, ao mesmo tempo que o preço médio aumentou 3,9%.

No entanto, desta lista, é na gasolina e no gasóleo que os portugueses gastam mais dinheiro: 839 milhões de euros em apenas três meses (abril e junho). Bens de equipamento e vestuário são os nomes que surgem a seguir com os gastos a ascenderem os 430 milhões e 394 milhões de euros, respetivamente.

Mas é a alimentação que lidera a lista das compras: os portugueses gastaram 2,84 mil milhões de euros no segundo trimestre, mais 2,2% face ao ano passado. A crise a não impedir as compras de bens essenciais, apesar do preço médio dos alimentos ter aumentado 10,5%.

A APED concluiu que este aumento é um reflexo das promoções e descontos levadas a cabo pelos hipers e supermercados, da reclassificação de algumas categorias de produto em sede de IVA e, também, da alteração de hábitos alimentares.

Hipers e supermercados continuam no topo das preferências, com uma quota de mercado conjunta de 69% (mais 2,1% do que há um ano), contra uma perda generalizada de clientes nos restantes locais.

Contas feitas, as vendas totais (bens alimentares e não alimentares) caiu ligeiramente - menos 0,4% - num total de 4,67 milhões de euros gastos em três meses.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Descontos de 50% do Pingo Doce salvam retalho alimentar

As vendas dos grupos de grande distribuição caíram 0,4% no segundo trimestre. A subida do ramo alimentar foi insuficiente para impedir a queda.

A campanha de 50% de desconto promovida pelo Pingo Doce no feriado do 1º de Maio foi decisiva para o crescimento de 2,2% registado nas vendas do retalho alimentar no segundo trimestre. "Vemos neste número [crescimento de 2,2%] o impacto dessa acção promocional desse nosso associado", explica a directora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), Ana Isabel Trigo de Morais, ao Diário Económico.

A mesma responsável explica que a campanha do Pingo Doce foi acompanhada pela "restante dinâmica promocional que é comum a todos os operadores do sector e faz crescer o mercado".
O aumento da inflação, o agravamento da taxa de IVA nalgumas categorias alimentares e a alteração dos hábitos de consumo alimentar são também responsáveis pelo desempenho positivo do ramo alimentar, cujo volume de vendas ascendeu a 2.844 milhões de euros no período entre Abril e Junho, de acordo com o "Barómetro de Vendas do 2º Trimestre de 2012", divulgado ontem pela APED. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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30
Ago 12

Samsung manda 30 camiões cheios de cêntimos à Apple?

Boato que circula na Internet tornou-se viral. Popular site de humor iniciou a brincadeira

Começou por ser uma brincadeira que se tornou viral na Internet e que muitos deram como verdade. O boato de que a Samsung ia enviar 30 camiões à Apple cheios de moedas de cinco cêntimos para pagar os 1,05 mil milhões de dólares decididos por um tribunal da Califórnia no processo das patentescomeçou no popular site de humor 9Gag.com.

Depressa a notícia se espalhou pela Internet e muitos acreditaram que isso realmente ia acontecer. Houve até quem chegasse a pensar que já tinha acontecido.

O PaperBlog chegou mesmo a divulgar que inicialmente os camiões tinham sido barrados pelos seguranças da empresa, mas que depois o CEO da Apple, Tim Cook, teria recebido uma ligação do principal executivo da Samsung, a avisar dessa forma de pagamento. 

A indemnização real será paga só no início de 2013.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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28
Ago 12

Telemóveis: portugueses enviam 7 mil milhões de SMS

Número médio mensal de mensagens enviadas por utilizador foi de 320, o que corresponde a 11 mensagens por dia

Os portugueses enviaram de abril a junho deste ano cerca de 7 mil milhões de mensagens escritas via telemóvel, de acordo com dados do regulador do setor das telecomunicações (Anacom). O número corresponde a um aumento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2011. 

Deste total, 21,5 milhões foram mensagens de valor acrescentado, ou seja, 0,3% do total de mensagens enviadas. 

O número médio mensal de mensagens enviadas por utilizador, no segundo trimestre, foi assim de 320, o que correspondendo a cerca de 11 mensagens por dia.

No caso das MMS, «a tendência é crescente, com os utilizadores do serviço a enviarem cerca de 39,3 milhões de MMS», mais 4,5% do que no período anterior. 

A Anacom revela ainda que, no período em análise, foram realizadas 2,2 mil milhões de chamadas, mais 1,5% do que no trimestre passado. Em média, por mês, foram realizadas 59 chamadas por estação móvel.

O volume de minutos de conversação nas redes móveis totalizou os 5,3 mil milhões, o que representa um aumento de 0,2% face primeiro trimestre.

Já o número de minutos de conversação foi, em média, de 144 por mês, menos 2 minutos face ao trimestre anterior, sendo que a duração média das chamadas foi de 146 segundos por chamada.

No que respeita à banda larga móvel, os utilizadores do serviço eram cerca de 4 milhões, refletindo uma diminuição de 1,1% em relação ao trimestre anterior e um aumento de 2% face há um ano.

Ao contrário do que é habitual, a utilização do mobile TV cresceu de forma expressiva. «O número de utilizadores do serviço ascendeu a 34,7 milhares, o que representa um aumento de 4 pontos percentuais face ao trimestre anterior. 

Este serviço contabilizou cerca de 2,5 milhões de sessões, o que corresponde a 24 sessões por utilizador por mês, quase o dobro das sessões registadas no 2T2011», remata a mesma fonte.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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28
Ago 12

Multibanco: Pingo Doce promete preços mais baixos

É já neste sábado que começam as novas regras nas lojas Pingo Doce: as compras de valor inferior a 20 euros só poderão ser pagas com dinheiro. O cartão multibanco terá de ficar na carteira, à espera de gastos mais avultados. 

A medida, destinada a combater as taxas de custo de pagamento - que rondaram, em média, os 318 milhões de euros nos últimos quatro anos, de acordo com a APED -, mereceram as críticas da DECO e os avisos do Fisco. 

A associação de defesa dos consumidores considerou, em entrevista à Agência Financeira, que a decisão da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, é um retrocesso nos hábitos de compra dos portugueses e lembrou o porta-moedas eletrónico, uma ideia do passado que pode agora ter um novo fôlego.

As Finanças, por seu turno, garantiram vigilância apertada às empresas que deixem de ter pagamentos com cartões multibanco ou com restrição ou redução significativa dos seus movimentos.

Algo que não parece preocupar o grupo Auchan, dono doJumbo, que se revelou um apoiante da medida avançada pela Jerónimo Martins e admitiu fazer o mesmo, sem, no entanto, avançar uma data.

Para já, no Pingo Doce parece estar tudo a postos. O grupo de Soares dos Santos estima poupar «mais de cinco milhões de euros» por ano com estas limitações no uso dos cartões bancários, prometendo compensar os clientes com um«reforço do investimento em preço» e «continuando a oferecer aos seus clientes oportunidades de poupança real e imediata», segundo disse fonte oficial do grupo à AF.

Promessas de baixar os preços - sem dizer quando ou em que valores - ao mesmo tempo que os funcionários das lojas e do serviço de apoio ao cliente já estão, segundo a mesma fonte, «preparados para esclarecer todas as questões dos clientes».

Aos consumidores, o Pingo Doce tem juntado, desde a semana passada, ao talão de compra um folheto informativo explicando «as razões» que o levaram a tomar esta decisão. 

Avisos que chegam, também, diretamente a todos que pretendam fazer pagamentos com cartão inferiores a 20 euros - «São alertados para o facto de, a partir do dia 1 de setembro, inclusive, apenas poderem fazer esses pagamentos em dinheiro», garantiu à AF a fonte oficial do grupo. 

Em paralelo, a associação de restauração e hotelaria, a AHRESP, está a desenvolver, juntamente com a PT, a possibilidade de se efetuarem pagamentos com o telemóvel. Um projeto que deverá entrar em vigor no próximo ano.

Também numa reação à decisão da Jerónimo Martins, a Unicre, empresa emissora e gestora de cartões de pagamento, admitiu estar a levar a cabo um «esforço considerável» para reduzir as taxas aplicadas, enquanto a SIBS, que gere o Multibanco em Portugal, acusa o Pingo Doce de estar a «afetar o bem-estar das famílias».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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