Um funcionário e dois ex-trabalhadores das Finanças suspeitos de corrupção

 Um funcionário e dois ex-trabalhadores da administração fiscal, dois homens e uma mulher, foram detidos ontem pela Polícia Judiciária (PJ) por estarem “fortemente indiciados pela prática de crimes de corrupção passiva”, anunciou esta quinta-feira aquela polícia.

Neste momento, apurou o PÚBLICO, os detidos estão a ser interrogados por um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, que lhes aplicará as medidas de coacção que considerar adequadas. 

O anúncio da detenção feito hoje pela PJ explica que as detenções resultaram de uma acção levada a cabo, durante os dias de ontem e hoje, no âmbito de um inquérito que começou com uma denúncia da Direcção de Finanças de Lisboa, da Direcção-Geral dos Impostos. Desde o início do ano que esta última instituição se fundiu com a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo e a Direcção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços tributários e Aduaneiros, passando a designar-se Autoridade Tributária e Aduaneira.

A acção levada a cabo pela PJ permitiu, segundo o comunicado, “o desmantelamento do grupo, cuja actividade ilícita organizada consistia na ‘prestação de serviços de consultadoria fiscal’, fornecimento de informação privilegiada e documentos abrangidos pelo segredo fiscal”. A nota adianta que está ainda a ser investigada “a viciação de documentação de natureza fiscal, com grave violação de deveres funcionais e a troco de avultadas contrapartidas económicas”. 

O inquérito está a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção em colaboração com a autoridade tributária, num processo dirigido pela 9ª. Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa. As três detenções ocorreram na sequência da execução de seis buscas (domiciliárias e não domiciliárias), designadamente, em residências, escritórios/empresas e locais de trabalho, onde foram apreendidos vários documentos, material informático e outros elementos relacionados com a prática criminosa.

fonte:http://www.publico.pt/E

publicado por adm às 22:43 | comentar | favorito