Leite mantém preço mas café sobe

A Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL) revela que o leite é um dos produtos que devem manter o preço em 2012. Quanto à tradicional bica, vai sofrer um aumento de cinco a dez céntimos.

 

Segundo Pedro Pimentel, secretário-geral da ANIL, "as empresas têm uma preocupação muito clara: conter qualquer aumento de custos. As grandes superfícies estão a ser muito exigentes com os seus fornecedores e a possibilidade de haver aumentos é muito reduzida, pelo menos no primeiro trimestre". 

Apesar de o leite não ter sofrido um aumento do IVA, a indústria tem sido penalizada com custos fiscais indirectos, como a introdução de portagens nas ex-SCUT, que fez subir o preço dos transportes no interior do País. 

"Sentimos a retracção do consumo, em volume, mas sobretudo em valor", declarou, ainda, o secretário-geral. Os produtos de valor acrescentado, como os leites enriquecidos, iogurtes e queijo de gama mais alta, têm sido os mais atingidos, além de os consumidores serem cada vez mais atraídos pelas marcas próprias.  

"A diferença de preços entre os produtos com marca do distribuidor e as marcas comerciais no armazém é uma e quando aparecem na prateleira é outra. Os consumidores têm a percepção de que é muito mais barato, mas às vezes a diferença é nula", sublinhou.

CAFÉ AFECTADO PELA SUBIDA DO IVA 

Ao contrário do leite, em 2012, o café será um dos produtos cuja taxa de IVA sofre um aumento de 13 para 23 por cento. Segundo Maria José Barbosa, presidente da Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), tal aumento irá provocar uma subida na tradicional bica que, em média, pode ficar cinco a dez cêntimos mais cara.

Para a presidente da AICC, "pode haver casas que sacrifiquem as suas margens comerciais e suportem este aumento, mas julgo que serão situações muito excepcionais". Esta alteração irá reflectir no consumidor um duplo efeito da subida da taxa de IVA do produto e na restauração.

Os industriais do café encaram as subidas com preocupação, pois o canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés) representa cerca de 80 por cento das vendas de café. 

"A indústria de torrefacção adivinha um ano péssimo, com a perda do rendimento disponível das famílias e a recessão que está prevista. Se tivermos uma diminuição de vendas considerável vai ser difícil mantermos os mesmos postos de trabalho", declarou Maria José Barbosa.  

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/n

publicado por adm às 20:19 | comentar | favorito