IVA: Os novos preços a partir de domingo Economia

A partir de 1 de Janeiro muitos produtos ficam mais caros, devido às alterações na taxa de IVA. Na alimentação, prepare-se para mais despesas.

Alguns produtos passam da taxa mínima (6%) para a intermédia (13%), como a água engarrafada, outros passam directamente da mínima para a taxa máxima (23%), como as bebidas e sobremesas lácteas, as sobremesas de soja incluindo tofu, as batatas que não vêm cruas e com casca e os refrigerantes, e outros ainda saltas da taxa intermédia para a máxima, como as conservas de frutas e legumes, os frutos secos e aperitivos, fruta em caldas, compotas, óleos e margarinas, café, produtos preparados à base carne, peixe, legumes ou produtos hortícolas, massas recheadas, pizzas, boiões de comida para bebés e sandes, sopas e refeições prontas a consumir.

Na taxa mínima mantêm-se os bens essenciais, como a massa, arroz, pão, peixe, leite, manteiga, iogurtes, legumes e fruta.

Qualquer refeição vai ficar mais cara, seja preparada em casa ou não, porque o IVA sobe também para 23% no take-away, nas entregas ao domicílio e na restauração. No domingo, os cafés, bares e restaurantes terão já de praticar os novos preços, mesmo que os produtos tenham sido adquiridos aos fornecedores antes e a preços antigos.

Muitos empresários da restauração optarão por suportar em 2012 parte da subida de custos causada pelo aumento de impostos para evitar perder mais clientes, disse à Lusa o presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

«Estou convencido de que na maioria dos casos não vai haver repercussão nos preços na totalidade, porque, na realidade neste momento, o poder de compra dos portugueses é muito baixo», afirmo Mário Pereira Gonçalves. O aumento só não é totalmente absorvido pelos cafés e restaurantes, porque estes já têm outros custos a suportar que também vão aumentar, como a electricidade, a água e o gás. «Os aumentos de certeza absoluta que vão ser nas ementas dos restaurantes», alertou.

Pão e bolos também vão subir em 2012, para minimizar o impacto das quebras de 30 a 45% no consumo e da subida do IVA na restauração. Sem adiantar valores, a secretária-geral da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), Graça Calisto, admite que a subida do preço vai ser incontornável.

«Trata-se apenas de não ter prejuízos e de acomodar a subida do IVA na restauração de 13 para 23», declarou. Em Setembro, a ACIP rejeitava a subida do preço do pão, apesar do preço dos cereais ter disparado 76%.

A tradicional bica, que hoje custa, em média, 60 cêntimos, pode ficar cinco a dez cêntimos mais cara em 2012, reflectindo no consumidor um duplo efeito da subida da taxa de IVA do produto e na restauração. Maria José Barbosa, da Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), ressalva que serão sempre os cafés e restaurantes a fixarem os seus preços. «Pode haver casas que sacrifiquem as suas margens comerciais e suportem este aumento, mas julgo que serão situações muito excepcionais», adiantou à Lusa.

O leite é um dos produtos que devem manter o preço em 2012, para travar a retracção do consumo, apesar de o aumento dos custos estar a «espremer» produtores e industriais até ao limite, segundo a associação do sector.


Também já a partir de domingo, os portugueses terão de pagar mais pelas actividades culturais: bilhetes para cinema, teatro, dança ou música passam a pagar IVA de 13% em vez de 6%. Actividades desportivas como o futebol passam para 23%. Os livros mantêm a taxa de 6%.

No cinema, a Zon Lusomundo, líder no mercado das exibições comerciais, anunciou que o preço dos bilhetes subirá entre 40 e 60 cêntimos. Actualmente, os preços dos bilhetes de cinema variam entre os 4,50 e os 8,60 euros.

O IVA aumenta ainda de 13 para 23% no gasóleo de aquecimento, aparelhos e equipamentos relacionados com energias renováveis.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 11:17 | favorito