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29
Dez11

Comerciantes da Baixa lisboeta "preocupados" por não haver festa no Terreiro do Paço

adm
A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, em Lisboa, mostrou-se hoje "muito preocupada" por não haver comemorações de passagem de ano no Terreiro do Paço, considerando que aquele tradicional evento acaba sempre por ajudar alguns comerciantes.

A Câmara de Lisboa informa, no seu website oficial, que não vai organizar "festejos de fim de ano" no Terreiro do Paço no sábado, "em virtude do contexto de contenção" que o país vive, ao contrário do que acontece habitualmente, com concertos e espectáculos de pirotecnia gratuitos. 

O presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, Manuel Lopes, disse hoje à Agência Lusa que os comerciantes estão "muito preocupados" com o fim deste evento, porque "há sempre quem desça a Rua Augusta, dê um passeio na Baixa e jante, coma um pastel de nata ou compre um par de sapatos". 

Sem o evento de passagem de ano, "à semelhança do que já aconteceu com a falta de iluminação de Natal", recordou Manuel Lopes, "isso não vai acontecer". 

A Câmara de Lisboa informa, no entanto, que vai apoiar a divulgação das festas de passagem de ano dos quiosques da Avenida da Liberdade, que começam a partir das 21:00 do dia 31 de Dezembro e duram até às 04:00 de dia 01 de Janeiro. 

"Apesar de algumas pessoas poderem descer para a Baixa com os eventos da Avenida, eles não têm a grandeza do fogo-de-artifício do Terreiro do Paço. Além disso, esses eventos estão pouco anunciados, poucos conhecem. Não vai ter a mesma força de outros eventos", lamentou Manuel Lopes. 

O presidente da associação espera que em 2012 "a câmara possa rectificar algumas atitudes" deste ano, mas considera que "os comerciantes também têm de ter uma atitude mais activa e de ter um projecto conjunto". 

Manuel Lopes avançou que os empresários "estão a trabalhar em algumas ideias", principalmente quanto às iluminações de Natal: "São negociações que têm de ser trabalhadas com alguma antecedência, estamos a tentar ver o que é que se pode fazer, arranjar algum patrocinador que nos possa ajudar no próximo ano", disse. 

"Não podemos ficar à espera que seja a câmara a resolver tudo", rematou. 
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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