Já há mais de 5600 casais desempregados

O mercado de trabalho não está a dar tréguas às famílias portuguesas. O número de agregados com ambos os elementos do casal no desemprego não parou de aumentar, desde que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) começou a recolher estatísticas sobre o tema, há um ano. Em Novembro, havia 5.649 casais naquela situação, o dobro do mesmo mês do ano passado.

O IEFP começou a recolher estatísticas sobre casais desempregados na sequência de um diploma de Maio de 2010, muito por influência do CDS-PP, então na Oposição. Uma das preocupações tinha a ver com as zonas do país em que grande parte dos postos de trabalho estava concentrada num número reduzido de empregadores, e em que o encerramento de uma empresa podia deixar no desemprego vários elementos da mesma família.

Depois de uma actualização da base de dados, o IEFP fez o primeiro levantamento em Outubro do ano passado, tendo apurado a existência 1.530 famílias com ambos os elementos do casal desempregados, sobretudo no Norte do país. E, desde então, o número tem vindo a aumentar. O número de casais desempregados está a subir há cinco meses consecutivos, tendo ultrapassado a barreira dos 5.000 em Outubro passado.

Destruição de emprego

A evolução recente está sobretudo relacionada com a sazonalidade do mercado de trabalho português. Com o fim de muitos trabalhos de Verão, é habitual haver um aumento da taxa de desemprego do país.

Segundo cálculos do SOL com base nos dois últimos inquéritos ao emprego do Instituto Nacional de Estatística, a área de actividade com maior redução de emprego entre o segundo e o terceiro trimestre é a dos serviços de Educação, onde foram eliminados 21 mil empregos. Seguem-se a Construção e a Agricultura, com 14 mil postos eliminados em cada um destes sectores.

As actividades administrativas e de serviços de apoio continuam a mostrar algum dinamismo, uma vez que foram as áreas onde houve mais criação de empregos entre o segundo e o terceiro trimestre (+13 mil).

fonte:http://sol.sapo.pt/i

publicado por adm às 12:57 | comentar | favorito