Portugal entre países do mundo com mais férias

Os trabalhadores portugueses têm direito a 22 dias de férias, fazendo de Portugal um dos países do mundo com direito a um maior período de descanso, diz o estudo apresentado pela Mercer esta terça-feira.

O direito legal a férias traduz-se no tempo que o empregador deve, por lei, permitir ao colaborador ausentar-se. No Reino Unido, os trabalhadores gozam dos direitos legais mais generosos, contando com 28 dias de férias. Já os trabalhadores norte-americanos têm os menos generosos, uma vez que a lei federal não obriga ao pagamento de tempo de férias.

A lei em Portugal prevê para os seus trabalhadores 22 dias de descanso, os mesmo dados em Espanha. Reino Unido, Grécia, Áustria, França, Suécia, Luxemburgo, Finlândia e Dinamarca gozam mais dias. Já entre os países da Europa Ocidental em pior situação estão a Noruega, Itália, Bélgica, Alemanha, Irlanda e Suíça.

Em média, os trabalhadores nos países da Europa Ocidental têm direito ao mais elevado número de dias de férias pagas. Por outro lado, os níveis mais baixos de férias previstas por lei verificam-se na zona da Ásia Pacífico, principalmente, nas Filipinas, China e Tailândia.

No que diz respeito a feriados, o Chipre lidera a lista com 15 dias, seguido por Malta e Espanha, com 14, e Áustria e Portugal, ambos com 13. Porém, com a supressão de quatro feriados prevista para 2012, Portugal está prestes a deixar o grupo dos países com mais feriados, para passar a figurar junto do Reino Unido: um dos países com menos feriados.

A Colômbia é o país no mundo onde os trabalhadores gozam mais dias, 17 no total. No México, pelo contrário, o número de feriados conta-se pelos dedos das mãos: são sete, fazendo dos trabalhadores mexicanos aqueles que menos feriados gozam.

Somando os dias de férias aos feriados, podemos verificar que Áustria, Reino Unido e Polónia são os países onde os trabalhadores aproveitam mais dias de descanso.

Segundo o responsável pelo departamento de estudos da Mercer, Tiago Borges, «com aumentos salariais congelados e muitas vezes abaixo da taxa de inflação, as empresas procuram outras formas de motivar os seus trabalhadores. Flexibilidade no trabalho e um bom equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal ajudam a aumentar o empenho do colaborador quando os instrumentos financeiros habituais não estão disponíveis».

Os dados são apresentados no relatório Mundial da Mercer, que demonstra o panorama global da regulamentação e práticas de emprego em 62 países.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 23:01 | comentar | favorito
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