Crise: vender o cabelo pode render bom dinheiro

A moda não é nova, mas está a crescer a olhos vistos com a crise, especialmente no Brasil: vender o cabelo pode render um bom dinheiro. O site Terra Brasil falou com vários especialistas do ramo e revela que a procura é muito maior do que a oferta, o que só faz disparar os preços. Cabelos ondulados, compridos, saudáveis e sem químicos valem mais.

Os cabelos com cachos são os mais difíceis de encontrar. Pretos, com 50 cm, podem valer 800 reais, ou seja, quase 330 euros se pesarem 200 gramas. Se forem loiros, o valor passa os mil reais, ou seja, dispara para mais de 410 euros.

O mercado floresceu com a moda das extensões. No Brasil, estima-se que 30% das mulheres já procuraram ou têm extensões. Cantoras, modelos e actrizes usam-nas cada vez mais, de tal modo que se transformou num símbolo de estatuto, além de uma moda.

De acordo com o site brasileiro, um só negociante chega a comprar mais de 170 cabeleiras por mês e a vender mais de 50 kg. Quanto mais claro for o cabelo, mais valioso: o louro natural, por ser difícil de encontrar, vale uma pequena fortuna. E cita mesmo o exemplo de um corretor de cabelos que já pagou quase 500 euros por um cabelo louro natural de 70 cm.

Uma cabeça tem, em média, 150g de cabelos, pois os fios quebrados e novos são excluídos. No entanto, para fazer as extensões são necessárias, pelo menos, cerca de 250g, ou seja, o profissional tem de encontrar outro cabelo parecido para completar a quantidade. Por isso, as pessoas com cabeleiras mais fartas podem ganhar ainda mais dinheiro.

Mas não é qualquer cabelo que interessa às lojas. Quem compra, procura cabelos com mais de 40 ou 50 cm, naturais, sem químicos, tintas ou escova progressiva. De preferência, sem espigados nas pontas também. E muitas não aceitam cabelo já cortado: exigem que o cliente vá até à loja e corte ali.

Os melhores preços conseguem-se nas lojas que trabalham com encomendas, porque já têm um cliente final.

Lembre-se que, em média, os cabelos crescem mais de um cm por mês. Em alguns meses, estará de volta ao normal.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:56 | comentar | favorito
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