Zara é lider destacada no sector da moda

A Zara, marca do grupo espanhol Inditex, é a líder destacada do sector têxtil, vestuário e calçado.

A principal insígnia do grupo de Amancio Ortega emprega 2.429 pessoas em Portugal e factura quase 226 milhões de euros (valores de 2010). E é seguida por outra marca internacional, a holandesa C&A que no ano passado registou vendas superiores a 114 milhões de euros, menos de metade que a concorrente Zara. O terceiro lugar no ranking das maiores empresas do sector é ocupado pela portuguesa Modalfa, marca de vestuário do grupo Sonae.

Para João Costa, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, o domínio de empresas de carácter comercial na liderança do sector prende-se com a estratégia de grupos industriais como a TMG (Têxtil Manuel Gonçalves) ou a Somelos em constituir empresas por unidades de negócio, deixando de agregar as facturações.

"Por razões de operacionalidade e de eficiência, houve grupos que há uns anos foram divididos por áreas de negócio", criando empresas para a área dos fios, dos tecidos, do vestuário, exemplificou.

A especificidade do negócio das empresas de distribuição como a Zara ou a C&A, que movimentam muito volume, acaba assim por se expressar em volumes de negócio maiores e no domínio do sector. E, na realidade, as cinco maiores empresas do sector da moda em Portugal têm um ponto em comum: são da área da distribuição.

Só na 8ª posição surge um grupo industrial, a Coindu, cuja actividade têxtil está direccionada para o sector automóvel. João Costa analisa com alguma apreensão o próximo ano para o sector do têxtil, vestuário e calçado, pois "parece haver tendência para uma quebra bastante significativa no país e nos mercados externos".

Embora os dados não sejam animadores, o líder associativo espera que a indústria da moda consiga manter o mesmo nível de vendas e exportações com que vai fechar 2011. O sector do têxtil e vestuário prevê encerrar o actual exercício com um volume de exportações da ordem dos quatro mil milhões de euros, um aumento entre 8 a 10% face a 2010, apesar do abrandamento que está a sentir neste último trimestre.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 15:57 | comentar | favorito