Hospitais impedidos de cobrar mais de 50 euros a cada doente

Consulta com o médico de família vai custar cinco euros e ida a urgência sobe para 20 euros.

O preço a pagar pelos cuidados de saúde vai mesmo duplicar no próximo ano. Paulo Macedo tinha vindo a avisar que os aumentos das taxas moderadores seriam "substanciais" e, na segunda-feira à noite, no programa Prós e Contras da RTP1, levantou a ponta do véu: uma ida ao centro de saúde ou a uma urgência hospitalar vai passar a custar mais do dobro.

O preço de uma consulta no centro de saúde passará a custar cinco euros, quando hoje custa 2,25 euros, e uma urgência polivalente (com um médico da especialidade, como ortopedia, por exemplo) vê o preço aumentar para os 20 euros - agora custa 9,60 euros -, avançou o ministro da Saúde. Já o preço de uma urgência básica sobe de 8,60 euros para 15 euros, apurou o Diário Económico. Até à hora de fecho desta edição, a portaria que vem definir os novos preços das taxas moderadoras ainda não estava fechada, pelo que os valores ainda podem sofrer ligeiras alterações.

As alterações não ficam por aqui, sabe o Diário Económico. Vão existir novas taxas para actos prestados por pessoal não médico, como enfermeiros, psicólogos ou nutricionistas. Por exemplo, fazer um penso num centro de saúde - um cuidado prestado por enfermeiros - vai passar a ser alvo de uma taxa moderadora de cinco euros, quando até aqui era um serviço gratuito.

Mas nem tudo são más notícias. O Governo prepara-se para deixar cair a cumulatividade das taxas moderadoras. Ou seja, por cada visita ao hospital o doente não pagará mais que 50 euros, independentemente dos cuidados que receba e meios de diagnóstico que necessite realizar. Hoje, além da taxa moderadora paga só pela entrada no hospital, a factura final não tinha limite, acumulando o valor das taxas respectivas a cada acto médico ou meio de diagnóstico.

Assim sendo, não poderá haver uma taxa moderadora com um valor superior a 50 euros. De acordo com as taxas hoje em vigor, uma liotrícia extracorporal por ondas de choque (para tratar as chamadas pedras nos rins) custa 66,50 euros. Neste caso, o valor futuro terá de descer e não poderá ultrapassar os 50 euros.

Caso o doente chegue à urgência do hospital indicado pelo médico do centro de saúde, então ficará isento do pagamento da taxa inicial, uma ideia que já tinha sido avançada pelo ministro da Saúde.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:23 | comentar | favorito
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