Bruxelas quer água mais cara em Portugal

A Comissão Europeia quer que a água fique mais cara em Portugal. Bruxelas considera que o país deve aumentar progressivamente as tarifas por forma a que os pagamentos dos utilizadores consigam suportar os «custos reais do abastecimento». 

«Os sistemas têm de ser tornados sustentáveis. O utilizador terá de cobrir os custos reais do abastecimento e do tratamento da água. É o princípio do utilizador/pagador», disse à Lusa o director-geral de Política Regional daquela instituição, Eduardo Barreto, à margem da sessão pública de apresentação dos resultados do Programa Operacional de Valorização do Território (POVT) 2010/2011, que decorreu esta segunda-feira no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

Contudo, o representante da Comissão Europeia realçou que o acréscimo tem de ser progressivo porque «as pessoas não aguentam grandes aumentos».

Eduardo Barreto disse ainda que Portugal está com algum «atraso em relação aos objectivos estabelecidos para a drenagem e tratamento das águas residuais» e tem «alguma necessidade de acelerar alguns projectos», não só na área da água e saneamento, mas também ao nível da mobilidade e da qualificação do espaço urbano. Isto porque «há um elevado número de projectos aprovados, mas a execução é baixa».

O responsável frisou também que a Comissão Europeia está à espera que o actual Governo apresente os planos para os investimentos nas infra-estruturas de transportes, agora que o TGV, o novo aeroporto e a terceira ponte sobre o Tejo foram suspensos. A Comissão Europeia aguarda, nomeadamente, os planos sobre as ligações ferroviárias de Lisboa a Madrid e de Sines a Espanha, segundo Eduardo Barreto.

A encerrar a sessão pública esteve o secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, que destacou a importância dos POVT para a valorização do território.

«Os investimentos portuários permitiram a modernização dos portos e criaram melhores condições de exportação para as empresas nacionais, o que, no actual momento, é de maior importância».

António Almeida Henriques referiu-se aos municípios para lembrar que o POVT é uma «oportunidade acrescida para concretizarem os seus projectos».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 22:25 | favorito
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