Famosos vítimas de negociatas

Dono do stand que emprestou BMW a Angélico usava o cantor para vender carros ‘ilegais’ a famosos. Vera, do Perdidos na Tribo, foi uma delas. Abel Xavier também comprou um Nissan ao empresário.

Angélico não foi o único a receber um presente envenenado de Augusto, o dono do stand que lhe passou para as mãos um BMW que o conduziu à morte.

Enquanto o carro que encomendara não chegava, Augusto emprestava-lhe carros topo de gama para atrair clientela. Vera Ferreira, entre outros, apresentada ao empresário pelo cantor, também esteve para fechar negócio mas apercebeu-se a tempo de que ia comprar ‘gato por lebre’.

Amiga de Angélico e uma das participantes no programa Perdidos na Tribo, Vera foi mandada parar pelas autoridades e descobriu que o Mini Cooper que conduzia – e que lhe fora entregue por Augusto – estava ilegal e que as modificações que lhe foram feitas poderiam ter causado um acidente fatal.

O carro da rapariga, que se tornou figura pública no Secret Story, era uma falsificação completa. Desde o chassi adulterado à matrícula, passando pelas jantes, os vidros fumados e a cor – nada parecia corresponder ao original.

Vera foi apresentada por Angélico a Augusto no início de Janeiro. Desde logo, amigos próximos a avisaram: «Olha que esse homem é perigoso, muito perigoso!» Mas nem ela nem Angélico acreditaram. O dono do stand foi ganhando a amizade da jovem e um dia propôs-se oferecer-lhe carro. Para a homenagear, numa cena à Hollywood, pintou o Mini Cooper de rosa, e nos bancos, forrados a pele branca para o propósito, gravou o nome da nova proprietária.

Mas sem mais nem menos, o empresário mudou de ideias e o presente vira negócio. Pede-lhe pelo carro (com quase dez anos) 11 mil euros. «E eu, que já tinha uma grande estima pelo carro, aceitei comprá-lo», conta Vera. Só que o Mini, que o dono do stand dissera à rapariga ser de 2008, tratava-se afinal de carro já estafado: um Mini R50 lançado em Abril de 2002 que mantinha ainda a velha grelha e os faróis laterais. No fundo, a mesma carroçaria.

Talvez por isso, sempre que Vera ultrapassava os 100 km/hora, perdesse a direcção assistida, ou como a própria conta: «Cada vez que fazia marcha-atrás, ouvia um barulho, como se fosse uma corrente a arrastar».

fonte:http://sol.sapo.pt

publicado por adm às 23:03 | comentar | favorito
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