Voltar ao escudo pode custar 10 mil euros a cada português

Sair do euro pode custar cerca de 10 mil euros a cada português, de acordo com um estudo que a Sonae encomendou para perceber o que representa o abandono da moeda única.

Perante os sinais de que a Europa pode não conseguir travar o alastrar da crise, os empresários nacionais mostram a sua preocupação em avaliar o impacto da saída de Portugal voltar ao escudo.

Segundo o «Diário económico», o estudo avalia também a possibilidade de a própria Alemanha voltar a utilizar o marco. 

A análise - realizada por um professor da universidade Católica - mostra que o regresso à moeda antiga, pode custar a Portugal até 122 mil milhões de euros só no ano da saída, ou seja, entre 9.500 a 11.500 euros por cada português.

Já à Alemanha, ema eventual saída do euro custaria até 654 mil milhões só no primeiro ano, o que significa que custaria a cada alemão entre seis e oito mil euros.

Os estudos, sobre uma possível saída do euro, sucedem-se e a UBS já contabilizou quanto custaria a um país abandonar a moeda única. Para o banco suíço, só há uma palavra para o resultado, quer esse país fosse a Grécia ou Portugal: 
desastre.

A saída de um pequeno país do euro podia custar entre 9.500 e 11.500 euros por pessoa nesse país no primeiro ano, estima o UBS, que alertou para possibilidades de guerra nesse caso.

«O custo de um país fraco sair do euro é significativo. As consequências incluem incumprimento soberano, incumprimento de empresas, o colapso do sistema bancário e o colapso do comércio internacional», escreveu o banco suíço num documento com o título «A separação do euro - As consequências».

Nos anos a seguir à saída do euro, as pessoas de um país nessa situação teriam de pagar entre três a quatro mil euros anualmente, com «poucas perspectivas de a desvalorização [da moeda] oferecer muita ajuda», alertou a instituição, que fez a ressalva de que as probabilidades do desaparecimento do euro são perto de zero.

Pensemos agora nos contratos assinados e denominados em euros. Não só os contratos do Estado e das empresas, com parceiros externos, mas os contratos de crédito de particulares com os bancos, por exemplo. Com a saída do euro e o regresso à moeda antiga, fortemente desvalorizada, surgiria outro problema: o credor haveria de continuar a querer receber em euros. Mas o devedor passaria a ter uma dívida em euros e activos (salários, bens patrimoniáis, etc) em moeda antiga, com valor muito baixo. Ou seja, precisaria do dobro ou triplo do esforço na sua nova moeda para pagar a dívida em euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:02 | comentar | favorito
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