BCP vende 411 casas a 'preços de saldo'

Novembro será o Mês do Imobiliário Millennium. Trata-se de um novo negócio do banco Millennium bcp que tem como objectivo apostar na comercialização dos seus imóveis. Com o slogan ‘M Imóveis’, a instituição financeira vai promover durante um mês uma campanha de comercialização com preços muito vantajosos, envolvendo quatro praças comerciais em Portugal (Norte, Centro Norte, Centro Sul e Sul), 142 sucursais de 16 cidades e cerca de 60 mediadores.

No total serão 411 imóveis postos à venda. As promoções consistem em descontos que vão de 10% a 20% do valor de venda autorizado para habitações e até 30% noutros tipos de propriedade. No final, o banco espera um retorno de capital na ordem dos 36 milhões de euros.

Para António Ramalho, vice-presidente do Millennium bcp, apesar das dificuldades sentidas na economia portuguesa e consequentemente no imobiliário, este não será um sector a ser esquecido pelo banco. Será uma das apostas para o futuro. «O BCP é um dos bancos com maior carteira de créditos a particulares e empresas e queremos estar em todos os sectores, incluindo o do imobiliário. Além disso, este sector tem poder de capital, mesmo que o financiamento seja a médio/longo prazo. E achamos que este é também um mercado que precisa de se reestruturar. A procura tem de ser induzida. Existem três formas de obter casa: através de capitais próprios, de crédito e do arrendamento. Há que explorar todas as situações», argumenta.

São estes os objectivos da campanha ‘M Imóveis’. Os 411 imóveis serão distribuídos entre as várias sucursais e colocados à venda através de campanhas promocionais durante este mês. Em cada semana dois desses imóveis (um de habitação e outro de comércio) terão um preço ainda mais reduzido, fazendo parte da campanha ‘Super Promoção’. Outra via de promoção destes imóveis será o negócio realizado através de carta fechada. E, no final da campanha, irá realizar-se um leilão presencial dos imóveis ainda em comercialização.

Para António Ramalho, este será o lançamento da primeira ‘pedra’ da aposta do BCP no imobiliário. «É necessário ressuscitar o mercado imobiliário. O Millennium nunca deixou de financiar a compra de casa. Já não irão existir empréstimos a 100%, mas sempre fizemos avaliações dos pedidos em função das garantias que nos são oferecidas e mantivemos o crédito à habitação», garante (ver pág.18 do primeiro caderno).

Entretanto, a Sonangol, maior accionista do BCP, disse esta semana ao Jornal de Negócios que valoriza o seu investimento no banco luso não pelo valor das acções – que chegaram a mínimos históricos de 13 cêntimos – mas pelo valor gerado para Angola, que estima ser de mil milhões de dólares. E, no âmbito da aposta no mercado angolano, o BCP, a Sonangol e o Atlântico vão injectar mais de 100 milhões de dólares (70 milhões de euros) no Millennium Angola.

fonte:http://sol.sapo.pt/inicio/E

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