Governo quer suspender 15 carreiras Lisboa-Trafaria

A supressão da ligação da Transtejo entre Lisboa e Trafaria/Porto Brandão, a redução do horário do Metropolitano de Lisboa e o fim de mais de uma dezena de carreiras diurnas da Carris são propostas de um grupo de trabalho nomeado pelo Governo.

O documento intitulado «Simplificação tarifária e reformulação da rede de transportes da Área Metropolitana de Lisboa», elaborado por um grupo criado para estudar a reestruturação dos transportes em Lisboa, foi apresentado na segunda-feira às autarquias.

As propostas, às quais a Lusa teve acesso, indicam para oGrupo Transtejo dois cenários que sugerem o fim das ligações entre Lisboa e Trafaria/Porto Brandão.

Num primeiro cenário, defende-se o final das ligações à Trafaria/Porto Brandão e ao Seixal e a manutenção da ligação ao Montijo em dias úteis e períodos de ponta.

Nas carreiras de ligação a Cacilhas e Barreiro, o grupo sugere a manutenção, mas com uma «menor utilização dos novos ferries/utilização de navios de menor consumo», «antecipação da hora de encerramento do serviço diário» e a «redução da frequência aos fins-de-semana». É ainda indicada a «concentração da operação no terminal do Cais do Sodré».

Num segundo cenário, as propostas vão no sentido de acabar com as ligações à Trafaria/Porto Brandão e manter as ligações ao Montijo e Seixal em dias úteis e períodos de ponta. 

Para as carreiras Lisboa-Cacilhas e Lisboa-Barreiro, as propostas repetem-se nos dois cenários.

Já no cenário dois, o grupo recomenda a manutenção dos terminais do Cais do Sodré e do Terreiro do Paço e «a actualização tarifária nas ligações de baixa procura: Seixal e Montijo». 

No documento é ainda colocada a hipótese de uso dos títulos Transtejo Montijo/Seixal nas ligações Barreiro/Cacilhas fora das horas de ponta e aos fins-de-semana.

Sobre o Metropolitano de Lisboa, refere-se a redução dos horários em duas horas em quase toda a rede, com a passagem do encerramento das 01:00 para as 23H00, excepto no caso das ligações entre Pontinha e Amadora (Linha Azul) e entre o Campo Grande e Odivelas (Linha Amarela), para as quais se sugere o encerramento às 21H30.

Por ponderar estão também a diminuição da velocidade máxima para 45 quilómetros/hora fora dos períodos de ponta e na Linha Verde pretende-se operar com comboios de três carruagens.

O documento indica ainda a diminuição da frequência de circulações fora dos horários mais procurados e o encerramento de átrios secundários de algumas estações à noite e aos fins-de-semana.

Para a Carris, o grupo de trabalho propõe a reformulação da oferta actual, com a supressão total de 15 carreiras da rede diurna (49, 76, 79, 753, 797, 799, 10, 21, 22, 25, 745, 764, 777, 790 e eléctrico 18), o encurtamento de 15 percursos (12, 31, 44, 70, 701, 708, 709, 711, 717, 718, 726, 732, 28, 36 e 54) e o fim do serviço nocturno em cinco (701, 793, 31, 724 e 729).

A supressão também está prevista para as oito carreiras da Rede da Madrugada, mas, como compensação, o grupo sugere simultaneamente que outras tantas carreiras aumentem o período de circulação, com mais uma viagem ao final da noite e duas ao início da manhã.

Na proposta estão ainda previstos ajustamentos de percursos e redução da circulação de um veículo em alguns deles, assim como um prolongamento do percurso para o autocarro 760 (Martim Moniz ¿ Cemitério da Ajuda). 

Para os comboios da CP são sugeridos novos horários. Quando há menor procura, o grupo refere a circulação de apenas uma unidade motora, quando actualmente durante o dia os comboios circulam com duas unidades acopladas.

A nível da oferta, a sugestão é nomeadamente o reforço para a Estação do Oriente, entre Sete Rios até ao Oriente, e da frequência nos períodos fora dos horários de ponta.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 00:01 | comentar | favorito
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