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03
Nov11

Chevrolet Portugal admite despedimentos

adm

No ano em que a Chevrolet completa cem anos, admite que as vendas vão cair até 40% em Portugal.

A crise em Portugal vai arrastar o sector automóvel. A Chevrolet admite uma quebra nas vendas na ordem dos 30% ou 40% até ao final do ano. O director-geral da marca em Portugal, João Falcão Neves, diz ao Económico que "sobretudo de Setembro para a frente há uma quebra acentuada de vendas, nomeadamente no retalho". Os números devem "ter caído entre 30 e 40 por cento, com tendência a agravar-se até ao final do ano".

O responsável garante que os cerca de 25 postos de trabalho exclusivos para a Chevrolet vão manter-se, um cenário que pode ser diferente na rede de perto de 40 concessionários. 

João Falcão Neves defende que "os empregados que temos são os que consideramos necessários para levar o negócio para a frente tal como está desenhado", mas que na rede de concessionários, "se o mercado cair vai ter de adequar a estrutura". No entanto, a marca vai manter o número actual da rede.

As medidas de austeridade em Portugal vão fazer com que haja uma mudança de hábitos e trocar de carro vai ser mais raro. O director-geral da Chevrolet acredita que "a rotaçao dos carros vai baixar. A ideia de mudar o automóvel de quatro em quatro anos não faz sentido com a economia das famílias portuguesas de hoje".

Mas o cenário em Portugal contrasta com a evolução da marca no Mundo. 2011 é o ano da celebração dos cem anos da Chevrolet e, segundo João Falcão Neves, é o "melhor ano de sempre". Por isso, o objectivo na Europa mantém-se: ser a marca número um não-europeia no Velho Continente. "Há países em que vendemos mais, noutros vendemos menos", recorda o responsável, sublinhando que "continuamos na Grécia" e nesse país até aumentámos a quota de mercado.

Chevrolet faz cem anos e aposta nos eléctricos

Para marcar os cem anos de existência, a Chevrolet vai iniciar a venda do Volt, o modelo eléctrico. Em Portugal devem ser vendidos pouco mais de uma centena no próximo ano, isto devido a limitações de produção. Os dois primeiros podem sair do stand até Dezembro. A diferença entre o Volt e outros modelos é que o sistema de combustão é accionado para alimentar um gerador que, por sua vez, recarregar a bateria. Na prática, o sistema de combustão não está ligado às rodas, o que aumenta a capacidade do carro em caso da bateria ficar descarregada. Neste caso a autonomia pode chegar aos 500 quilómetros. O director-geral em Portugal garante que, mesmo que o preço não seja dos mais baratos, a sua utilização é uma ajuda para os bolsos dos portugueses, já que o custo de utilização diário ronda apenas "dois euros".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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