Mais meia hora de trabalho coloca em risco acordo para a competitividade

CGTP e UGT recusam o alargamento do horário de trabalho e o consenso está longe de ser conseguido.

O acordo entre o Governo e as centrais sindicais e patronais está longe de ser conseguido, pelo menos no curto-prazo. O alargamento do horário de trabalho e a forma como o Governo tem conduzido as negociações são as principais críticas feitas pelos parceiros. Isto, apesar de o Executivo já ter dito que fará "tudo o que é possível para chegar a um acordo".

As centrais sindicais, UGT e CGTP, admitiram ao Diário Económico que todo o acordo poderá estar em risco por causa do alargamento do horário de trabalho em mais meia hora diária a custo zero para os empregadores. Por seu lado, a Confederação do Comércio de Portugal (CCP) realça que o Executivo tem mantido "uma posição negocial bastante fechada", o que juntamente com a postura das centrais sindicais "vai dificultar um consenso no curto prazo.

A questão do alargamento do horário de trabalho em mais meia hora por dia é a que mais polémica tem gerado e promete continuar em cima da mesa no dia 9, data da próxima reunião. O dirigente da CGTP, Arménio Carlos, rejeita esta proposta e defende que "a competitividade não aumenta por esta via", mas sim através da qualificação, por exemplo. "Caso seja aplicada, a medida resultaria numa transferência directa do rendimento do trabalho para o lucro das empresas", sublinhou ainda. Para Arménio Carlos, "o acordo poderá estar em risco" com o acréscimo de 2,5 horas semanais de trabalho. No mesmo sentido, João Proença, da UGT, afirmou que "não haverá qualquer tipo de acordo com a proposta actual". "O problema é a intransigência do Governo, porque esta solução é totalmente inaceitável e leva a um aumento brutal do desemprego". O responsável afirmou ainda que "levará a um aumento da conflitualidade entre empregadores e trabalhadores".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:31 | comentar | favorito
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