Duarte Lima acusado no Brasil pela morte de Rosalina Ribeiro em 2009

O MP brasileiro acusou o advogado e ex-deputado do PSD Duarte Lima de matar Rosalina Ribeiro por esta se recusar a assinar um documento a negar qualquer depósito de 5,2  milhões de euros na sua conta bancária. 

Segundo o MP do Rio de Janeiro, a filha do milionário,  Olímpia Menezes, descobriu uma série de manobras fraudulentas feitas por  Rosalina Ribeiro e denunciou-a à justiça portuguesa.  

"Ao tomar conhecimento desse facto, Duarte Lima passou a pedir insistentemente  que Rosalina assinasse uma declaração isentando-o de qualquer responsabilidade  em relação aos valores transferidos para a sua conta bancária, afirmando  que ele não possuía nenhum montante que lhe pertencesse", refere o documento  hoje disponibilizado pelo MP.

Rosalina Ribeiro "negou fazer esse favor ao advogado" e, segundo a Promotora  Gabriela de Aguillar, isso tornou-se "peça chave para a incriminação de  Duarte Lima que, ao que tudo indicava, teria de devolver a quantia depositada  na sua conta bancária, no montante de 5.250.229,00 euros". 

O documento disponibilizado pelo MP explica que a vítima tinha contas bancárias conjuntas com Lúcio Tomé Feteira, tendo assumido o controlo destas quando o milionário português morreu, em 2000.  

"O património era avaliado em cerca de 100 milhões de reais  (41,2 milhões  de euros). Com a morte de Tomé Feteira, Rosalina, que não era a única herdeira,  transferiu valores da conta conjunta que mantinha com ele para contas bancárias  apenas em seu nome."  

Depois, adianta o MP, Rosalina Ribeiro "transferiu os valores para contas bancárias de terceiros, entre os quais estava Duarte Lima". 

Para a promotora Gabriela de Aguillar, "o crime foi cometido por motivo torpe".  

"O denunciado matou a vítima justamente porque ela não quis assinar uma declaração de que ele não possuía qualquer valor transferido por ela (Rosalina Ribeiro), não satisfazendo os interesses financeiros do denunciado,  o que demonstra sua ausência de sensibilidade e depravação moral", considera  a acusação. 

No entender do MP do Rio de Janeiro, "o crime foi cometido  sem que fosse possível a legitima defesa da vítima, que tinha 74 anos, para assegurar a vantagem de outro crime, ou seja, o auxílio ao desvio de valores  do espólio de Lúcio Tomé Feteira em prol de Rosalina". 

No documento, a Promotora descreve que, "após marcar um encontro com Rosalina, Duarte Lima foi buscá-la à esquina do quarteirão onde ela morava,  no bairro do Flamengo, no dia 7 de Dezembro de 2009, e levou-a para a Região  dos Lagos".  

"Já na rodovia RJ-118, no Distrito de Sampaio Correia, Município de  Saquarema, por volta das 22h, de acordo com a denúncia, o advogado matou a vítima com disparos de arma de fogo", lê-se. 

fonte:http://sicnoticias.sapo.pt/

publicado por adm às 23:07 | comentar | favorito