Doentes com hepatite B podem ficar sem tratamento

A partir de 1 de Novembro o Estado tem de arranjar alternativa para tratar dezenas de doentes que precisam de hemodiálise e que têm hepatite B. 

A empresa Nephrocare Portugal avisou por carta as administrações regionais de saúde que desactivou a sala onde estes doentes faziam tratamento. A denúncia parte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e do Bloco de Esquerda (BE). 

O Ministério da Saúde disse à Renascença que a situação é grave e, por isso, a Inspecção-Geral das Actividades de Saúde já abriu um processo de averiguações. A tutela confirma, para já, esta situação no norte do país. 

O Bloco de Esquerda garante que as cartas da Nephrocare, com a mesma mensagem insólita, chegaram a praticamente todo o país. O deputado João Semedo diz que, afinal, o que o Estado poupou na negociação destes contratos (12, 5%) ameaça sair muito caro. 

“Ficamos a saber que hoje esse grupo privado diz não aos doentes com hepatite B e amanhã dirá não a outro qualquer doente, porque dispõe de um monopólio e negoceia com arrogância relativamente ao Estado”, acusa o deputado bloquista. 

Em causa, para já, estarão entre 60 a 70 doentes e ainda mais grave, diz João Semedo, é que estão todos identificados pelo nome nas cartas enviadas às administrações regionais de saúde. 

O Bloco de Esquerda pede, por isso, a intervenção da Entidade Reguladora da Saúde. 

O partido prevê que outras clínicas privadas façam o mesmo e será então muito difícil encontrar no Serviço nacional de Saúde (SNS) alternativas de tratamento suficientes para estes doentes que precisam de salas isoladas para fazer hemodiálise. 

Segundo o Sindicato Independente dos Médicos, estão em causa clínicas de todo o país: Faro, Coimbra, Viseu, Guarda, Lisboa, Braga ou Vila Nova de Gaia.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

publicado por adm às 08:22 | comentar | favorito
tags: