Patrões querem cortar 3 dias de férias

O aumento de meia hora por dia no horário de trabalho anunciado por Pedro Passos Coelho não convence os patrões como a forma mais eficaz de as empresas portuguesas ganharem competitividade. Ou, pelo menos, não os convence a todos. O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal contesta a medida, considerando que é difícil de operacionalizar e propõe, em alternativa, a eliminação de quatro feriados e três dias de férias. Mas outros empresários há, como o presidente da AI Minho ou da Associação dos Têxteis (ATP), que a saúdam, considerando que vem aumentar a competitividade. Como em tudo, as opiniões dividem-se.

O certo é que mesmo os patrões que aprovam o alargamento do horário defendem, também e em simultâneo, a redução do número de feriados. E o regresso aos 22 dias úteis de férias, com a subtracção dos três dias de prémio por assiduidade, com os quais nunca concordaram, de resto. João Costa, da ATP, defendeu-o precisamente no Fórum da Indústria Têxtil, a 28 de Setembro, altura em que propôs também o aumento de duas horas semanais nos horários, "transitoriamente, e se necessário", enquanto durar a situação de emergência que o país vive".

O que não impede que o presidente da CIP, António Saraiva, em declarações ao Jornal de Negócios, critique o Governo por propor o alargamento "sem falar com ninguém" e sem ter em conta a dificuldade de o operacionalizar, nomeadamente em empresas com turnos rotativos.

Já para António Marques, da AI Minho, "é óbvio" que algo tem de ser feito para "melhorar a competitividade do país" e, não sendo possível baixar a Taxa Social Única (TSU), "o aumento do tempo de trabalho pode ajudar".

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, estimou que o alargamento do horário de trabalho em meia hora terá um impacto "de algumas décimas de ponto percentual" no PIB. Adiantou, ainda, que o efeito será "substancialmente maior" em 2013 e que irá "ajudar à recuperação da economia portuguesa".

A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro, na passada semana, em substituição da planeada redução da contribuição das empresas para a Segurança Social (TSU). É uma das medidas que consta da proposta de Orçamento do Estado para 2012. Em simultâneo, Passos Coelho anunciou que que o calendário de feriados iria ser ajustado. Justificou as medidas com necessidade de "recuperar a competitividade" da economia e "evitar o desemprego exponencial que a degradação da situação das empresas produziria".

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 23:59 | favorito
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