Marcelo indignado com prémios de 100 mil euros na selecção

Corte nos subsídios são um "pontapé na nuca" para a função pública e um "fogo na casa ao lado" para os trabalhadores do privado.

O ex-líder do PSD criticou ontem à noite o facto de a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ter decidido atribuir um prémio de mais de 100 mil euros aos jogadores da selecção em caso de vitória frente à Bósnia Herzgovina, no jogo de ‘paly'off' de apuramento para o Europeu de 2012.

Lembrando que a FPF é uma instituição de "utilidade pública", Marcelo considerou "discutível" a atribuição do prémio de 100 mil euros por jogador se Portugal ganhar "a essa potência do futebol que é a Bósnia Herzgovina, essa Argentina, esse Brasil", ironizou.

Marcelo criticou a atribuição deste prémio numa altura em que o Governo pede aos portugueses sacrifícios muito duros, como a eliminação do 13º e 14º mês dos funcionários públicos e pensionistas nos próximos dois anos.

Cortes são "pontapé na nuca" dos funcionários públicos

O professor descreveu, ainda no seu espaço habitual de comentário no 'Jornal das Oito' da TVI, como "brutais" as medidas que Passos Coelho anunciou na passada quinta-feira e foi mais longe ao afirmar que ouvir as palavras do primeiro-ministro ao País foi um "pontapé na nuca" para a função pública e um "fogo na casa ao lado" para os trabalhadores do privado.

Marcelo considera que foi esquecida "a justiça social" quando se penalizaram sobretudo os funcionários públicos. Principalmente, ao penalizar os pensionistas que recebem entre mil e quinhentos euros, sem tocar no sector privado que ganha acima dos mil euros.

Além disso, lamentou ainda que o Executivo apenas tenha apresentado uma medida de crescimento económico e nem sequer tenha anunciado as reformas sectoriais que são urgentes. Meia hora a mais de trabalho, por dia, foi a "única medida" de crescimento económico conhecida e Marcelo considera que isso é "curto".

Quanto ao futuro, alerta que o PSD e o CDS devem envolver o PS na discussão do Orçamento, já que estes assinaram um "acordo com a troika". Quanto à possibilidade "renascida" esta semana de responsabilizar criminalmente antigos governantes, o professor defende que "seria mais eficaz mudar a lei para o futuro".

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 13:36 | comentar | favorito
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