Maternidade Alfredo da Costa vai fechar as portas

O Ministério da Saúde está a fazer estudos detalhados sobre a maior maternidade do país, para decidir quando vai encerrá-la.

O Governo está a realizar vários estudos para decidir quando fecha a Maternidade Alfredo da Costa (MAC), a maior do país. Segundo apurou o SOL, os estudos estão a ser feitos pela Entidade Reguladora da Saúde e pelo Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar – criado pelo actual ministro, Paulo Macedo, e que terá de propor uma solução até ao final de Novembro.

Nesta data, o grupo de trabalho terá de sugerir à tutela uma nova carta hospitalar (rede de hospitais) indicando fechos e concentração de serviços e unidades. Com base neste documento, Paulo Macedo irá decidir, até ao final do ano, os hospitais a encerrar.

No que se refere à MAC, os estudos em curso são detalhados. Nomeadamente, está-se a analisar o número de partos, as consultas realizadas, o seguimento das doentes e o ‘perfil’ das grávidas, entre outros aspectos. Aquele grupo de peritos, sabe o SOL, aguarda pela conclusão dos estudos para tomar uma decisão sobre a MAC: isto é, se deve fechar já ou apenas dentro de dois a três anos, diminuindo-se aos poucos a sua actividade.

De acordo com fontes ligadas ao processo, há entre os peritos quem defenda o encerramento «total e breve da maternidade», mas outros alegam que a melhor opção é encerrar aquela unidade de «forma faseada», começando por diminuir a sua actividade já com a abertura do novo Hospital de Loures, a 19 de Janeiro.

«Os que defendem o fecho imediato consideram que, com o futuro Hospital de Loures, a Maternidade Magalhães Coutinho e o Hospital Santa Maria, já é possível abdicar da MAC» – explica uma fonte, acrescentando que é preciso, porém, verificar se há garantias para que se possam fazer todos os partos necessários sem a Alfredo da Costa. «É preciso ver como o Hospital de Loures vai afectar a dinâmica da MAC», diz.

«A verdade é que todos estão de acordo de que a MAC não faz sentido e que irá fechar, pois não tem capacidade humana nem financeira e o que lá é feito pode ser realizado em outros sítios», refere outra fonte, que esclarece: «O fecho é inevitável. Já o timing será uma opção política do ministro», que irá decidir até ao final do ano.

«Com a abertura do Hospital de Loures, irá ver-se melhor com que actividade fica a MAC e se pode fechar mais cedo ou mais tarde» – explica outra fonte do sector, adiantando que a população de Lisboa esta cada vez mais velha e pequena. «Há um aumento de mulheres com idade fértil nos arredores de Lisboa e não na cidade».

Uma sede do Ministério?
Há vários anos que está previsto o encerramento da MAC. Não só por causa do novo Hospital de Loures, mas também dos novos hospitais de Vila Franca de Xira e de Todos-os-Santos, em Lisboa, que iriam ficar com todos os serviços daquela maternidade. Mas o adiamento dos novos estabelecimentos, especialmente o de Todos-os-Santos, em Chelas, veio prolongar a vida da MAC que há muito tempo vive numa situação de ruptura.

O fecho inevitável da MAC levou a anterior ministra da Saúde, Ana Jorge, a deixar ao seu sucessor um projecto que prevê que o edifício da maternidade seja transformado na sede do Ministério da Saúde, de forma a que tenha um «fim nobre».

fonte:http://sol.sapo.pt/

publicado por adm às 13:29 | comentar | favorito
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