Buraco nas contas públicas é superior a 3 mil milhões

O buraco nas contas públicas portuguesas está já acima dos 3 mil milhões de euros, admitiu esta quinta-feira o primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho, que falava num comunicado ao país, depois da reunião do Conselho de Ministros onde foi aprovado o Orçamento do Estado para 2012, justificou assim as medidas adicionais de austeridade que constam do documento.

«Os desvios na execução orçamental de 2011 relativamente ao que estava previsto no Programa de Assistência são superiores a 3.000 milhões de euros», afirmou. 

Entre as medidas de austeridade agora anunciadas está o o corte dos subsídios de férias e de Natal para os funcionários públicos e pensionistas, o aumento do horário de trabalho diário em 30 minutos, e a a limitação da taxa intermédia do IVA a bens cruciais. No fim, admitiu que nunca pensou ter de tomar medidas tão severas.

O desvio nas contas públicas é agora afinal 50% superior ao inicialmente estimado pelo ministro das Finanças, que apontava para 2 mil milhões de euros no conjunto do ano. A essa estimativa inicial juntaram-se «buracos» relativos à Madeira e ao Banco Português de Negócios, que elevaram o valor para os 2.500 milhões de euros. 

No entanto, Passos refere-se a um desvio superior a 3 mil milhões de euros apenas na vertente da execução orçamental, que no Documento de Estratégia Orçamental é contabilizado sem as despesas consideradas one-off, isto é, sem repercussão no próximo ano, que é o caso de reclassificações de operações de capital e do BPN. 

O desvio de execução orçamental contabilizado pelo Governo nessa altura era de 1,1% do Produto Interno Bruto, perto de dois mil milhões de euros. Acresce a este o desvio não repetível noutros anos para 1,5% do PIB, dando a entender que o desvio total pode ser ainda maior.

O primeiro-ministro anunciou ainda que, ao contrário do que estava acordado com a troika, a maioria das prestações sociais, como os subsídios de desemprego e maternidade, vão continuar isentos de IRS.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 23:41 | comentar | favorito
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