As reacções dos partidos à declaração de Passos

Os partidos políticos já reagiram ao anúncio das novas medidas de austeridade pelo primeiro-ministro.

- PSD elogia decisões corajosas assumidas pelo primeiro-ministro

O PSD considerou hoje que o primeiro-ministro fez uma comunicação ao país "corajosa", em que se revelou determinado no sentido de resolver os "desvios e os buracos orçamentais" que levaram o país à presente situação de crise.

"O primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] fez hoje a declaração que nenhum primeiro-ministro gostaria de fazer ao seu país, mas em que demonstrou que está completamente à altura da sua responsabilidade e dos desafios que Portugal tem pela frente", sustentou o deputado social-democrata Miguel Frasquilho em reacção ao teor da declaração ao país feita pelo líder do executivo sobre as principais linhas da proposta de Orçamento do Estado para 2012.

Miguel Frasquilho elogiou a via "corajosa e muito determinada" do líder do executivo, "em que todos os portugueses foram convocados para os sacrifícios que já sabemos que serão grandes". A seguir, o deputado do PSD deixou severas críticas aos anteriores executivos socialistas.

- PS tem dúvidas sobre dimensão do desvio invocado pelo primeiro-ministro

O PS manifestou hoje dúvidas sobre a natureza do desvio financeiro invocado pelo primeiro-ministro para impor mais medidas de austeridade no próximo ano e considerou que as políticas "recessivas" do executivo não resolveram qualquer problema do país.

O líder da bancada socialista, Carlos Zorrinho, começou por salientar que o Orçamento para 2012 será "da total responsabilidade da maioria PSD/CDS e que o PS, em nenhum momento, foi envolvido na elaboração da proposta".

"Continuamos com muitas dúvidas em relação à natureza do desvio invocado pelo primeiro-ministro para depois fazer as suas projecções para o próximo ano. Se o desvio fosse o indicado pelo primeiro-ministro, então faz-se uma projecção para o segundo semestre do ano igual à que foi feita para o primeiro semestre, em que houve 600 milhões de euros por causa das contas da Madeira, 400 milhões de euros de despesas transitadas e 600 milhões de euros que ainda não foram especificados", apontou o líder da bancada socialista.

- CDS defende que "não há outro tipo de terapêutica"

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu hoje que o "descontrolo das contas públicas" colocou o país "numa situação em que não há outro tipo de terapêutica" a não ser as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro.

"Infelizmente, o descontrolo das contas públicas dos últimos anos colocou-nos numa situação em que não há outro tipo de terapêutica. Não temos escolha, a não ser cumprir ou cumprir", afirmou Nuno Magalhães aos jornalistas.

Para o CDS, o orçamento anunciado é "obviamente bastante doloroso", com "medidas muitíssimo difíceis que irão afectar de uma forma directa e de uma forma muito dura o quotidiano de muitos portugueses".

- PCP acusa Passos Coelho de estar a mentir e de roubar os portugueses

O PCP acusou hoje o primeiro-ministro de "mentir aos portugueses" e de "roubar os trabalhadores", considerando que o Orçamento do Estado para 2012 é "o programa do afundamento da economia".

O líder parlamentar dos comunistas, Bernardino Soares, reagia assim à declaração que Passos Coelho fez hoje ao país e em que anunciou a cativação dos subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos e pensionistas que ganhem acima de mil euros enquanto durar o programa de assistência financeira e o aumento do horário de trabalho no setor privado.

"O que o Governo apresenta para o nosso país é mais uma vez roubar os trabalhadores portugueses, roubar fazendo-os trabalhar mais uma hora sem lhes pagar o que é devido, roubá-los nos subsídios de férias e de Natal, roubar nas reformas", afirmou Bernardino Soares aos jornalistas.

- BE diz que medidas fazem de Portugal "a próxima Grécia"

O deputado do BE Pedro Filipe Soares acusou hoje o primeiro-ministro, Passos Coelho, de ter declarado "guerra a todos os trabalhadores" com o anúncio de medidas que fazem de Portugal "a próxima Grécia".

"O Governo através do seu primeiro-ministro anunciou ao país que a campanha eleitoral foi uma gigantesca mentira a todos os portugueses. Hoje declarou estado de guerra a todos os trabalhadores, sem ter anunciado uma única medida para o crescimento económico", afirmou Pedro Filipe Soares.

- Os Verdes acusam Governo de anunciar o "colapso social e económico do país"

A deputada Heloísa Apolónia, dos Verdes, afirmou hoje que as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo para 2012 "correspondem ao absoluto colapso social e económico do país" e defendeu a renegociação da dívida nacional.

Heloísa Apolónia falava no Parlamento, após o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado, numa declaração ao pais, algumas medidas que fazem parte da proposta de Orçamento do Estado para 2012 e que incluem a retenção de subsídios de Natal e férias de parte dos funcionários públicos e pensionistas o aumento do horário de trabalho no sector privado.

"Estas medidas são perfeitamente inaceitáveis", disse Heloísa Apolónia aos jornalistas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:40 | comentar | favorito
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